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Novas do Mummy: the Curse – Mágica e Esconjuro

17/06/2012

Receptáculos de Sekhem

Finalmente, depois de dias corridos, pude voltar a traduzir as novidades do jogo Mummy: The Curse, para o Novo Mundo das Trevas, pra vocês. E como eu demorei e as novidades não param, o Suleiman publicou dois novos posts no blog oficial do jogo.

E pra não fazer ninguém esperar, traduzo aqui, pra vocês, os dois posts de uma só vez.

E continua valendo: em caso de dúvidas ou sugestões sobre o jogo, comentem por aqui!

Mummy: Mágica

Oi galera. Semana passada nós falamos um pouco sobre como a mágica permeia os Surgidos, de seus invólucros carnais às maravilhas ocultistas que eles podem realizar no mundo dos vivos. Agora, exporei sobre a mágica em Mummy.

Mágica como Força Vital

Onde quer que a vida exista – ou mesmo o potencial para a vida – energias místicas borbulham do firmamento cósmuco como água em um oásis. Essa energia que flui é chamada de Sekhem (“força vital”) e é a fonte e a substância de toda a mágica. Por si só, o Sekhem é uma força passiva de ressonância emocional, muitas vezes revelando-se através de memórias de paixões e dores. Com o devido conhecimento místico e força de vontade, no entanto, Sekhem pode capacitar a milagres e maravilhas além da imaginação, chegando até esmo ao ponto de repreender a própria morte.

Como criaturas de poder necromântico ao invés de seres vivos mais simples, os Surgidos não criam Sekhem. No entanto, eles só concentram e irradiam essa energia através do Rito do Retorno que capacita sua existência e, portanto, eles sentem seus fluxos e refluxos em um nível básico, instintivo. Esta talvez seja a maior ironia do Sekhem – que se vê na sua expressão mais pura na mais impura das formas. Quando uma múmia conjura seu terrível poder, seja para fortalecer a sua forma física ou para desencadear um efeito místico, é o poder do Sekhem que ele modela. Assim como a memória, o Sekhem é tão fundamental para a existência da múmia que está representado por um Trait do jogo.

Pedaços do Passado

Como uma fonte de poder, o Sekhem emana do mundo vido e se deposita nos objetos, que os criadores dos Surgidos chamaram de recipiente. A forma mais comum de recipiente é o vestígio. Esses objetos, que variam desde as mais humildes bugigangas até os mais grandiosos artefatos, são as pedras fundamentais que que os Surgidos podem amarrar suas memórias contra a turbulência eterna do tempo e do destino. Vestpígios ressoam com o ser interior de uma múmia, e seu propósito os atrai como um depósito de ferro atrai um ímã. Enquanto que Surgidos estimam vestígios ancestrais acima de tudo, vestígios modernos podem sustentá-los e confortá-los também. Em tempos de necessidade, um Surgido pode retirar um vestígio de seu pathos acumulado, para canibalizá-lo e garantir a potência necessária para continuar sua labuta terrestre, mas isso removerá sua Sekhem do mundo vivo para sempre.

Todos os receptáculos que contém vagas lembranças do passado, uma preciosa recompensa suficiente para o Surgido, mas alguns receptáculos são “supercarregados” com Sekhem destilado e infundido com estranhos poderes mágicos. Muitas vezes esses objetos foram criados pelos mesmos seres que deram origem ao Rito de Retorno, ou por aqueles que copiam sua grande arte, mas alguns raros são produtos orgânicos de uma destilação de Sekhem num prazo mais longo. Como vestígios, relíquias podem ser canibalizados por causa de seu Sekhem, mas uma múmia nunca, nunca faz uma coisa dessas de bom grado, porque existem… consequências por assassinar o mundo. De todos os receptáculos, relíquias preciosas surgidas em seu próprio império no passado são valorizadas acima de tudo, e eles são atraídos para (re)clamá-las como a nenhuma outra.

E, claro, ai daquela alma que se atrever a roubar um precioso pedaço do passado de uma múmia…

Poeira Dentro e ao Redor

Esconjuro

Os milagres sombrios que fazem parte do reino dos Esconjuros dificilmente poderiam ser considerados “naturais” por qualquer pessoa que bata bem da cabeça. Diz-se que o poder dos Esconjuros flui a partir de fontes mais antigas que a humanidade, que remontam ao início do universo e talvez mais além. E ainda assim eles são expressões profundamente pessoais do Sekhem dos Surgidos, uma canalização focada das poderosas energias instiladas pelo Rito do Retorno.

Embora não sejam intrinsecamente malévolos, os Esconjuros quase sempre transmitem uma visão “grandiosa e terrível”. Sua mágica só podem ser chamadas de milagres, atos de Deus ou termos mais profanos. Mesmo que os mais fracos, Esconjuros realizam o impossível ou revela segredos que não poderiam ser descobertos. Sempre que ajuda os outros, eles o fazem gloriosamente e, muitas vezes, com um preço a se pagar embutido. O destino é bonito, mas não é gentil.

Cada Esconjuro compreende três níveis de poder, cada um dos quais é efetivamente um feitiço separado. Cada camada tem um requisito mínimo a que se liga, cada um dos quais vem de uma fonte diferente. Se uma múmia não cumprir uma determinada camada de pré-requisitos, ela não pode usar o efeito de uma camada.

Poeira Sob os Pés

Camada 1: -; Camada 2: Maldição; Camada 3: Maldição, Épico

Camada 1: A múmia é, em última análise, uma criatura de poeira e que voltou à vida pelo Rito do Retorno, infinitamente mais permanente do que a matéria das vestes de suas almas. Como essa camada desencadeia, o Sekhem da múmia se liga com a terra ao seu redor durante uma hora. Ela pode estender a duração por tempo indeterminado para dentro do seu túmulo, mas usar esse benefício faz com que o desencadeamento termina assim que ela sair de seu túmulo. Essa sintonia terrena concece os seguintes poderes e benefícios:

• Sempre que ela sofre danos por queda ao aterrisar em superfícies terrenas (de vidro, areia, poeira, lama, barro, sujeira, pedra, cascalho, asfalto, concreto, etc), ela pode gastar seu próximo turno sem fazer nada além de regenerar. Se ela o fizer, cura todo o dano sofrido na queda, além de todo o dano letal e de contusão sofrido no turno que gastou se curando. Mesmo danos agravados ou fatais de quedas se regeneram, fazendo com que o seu corpo fisicamente esmagado remonte no tempo curto da batida de seu coração.

• Ela pode escolher nadar através de quaisquer objetos inanimados feitos de materiais como barro como se fossem água, beneficiada pelo fato de não precisar respirar. Ela pode nadar no solo abaixo de seus inimigos ou pelas paredes de um bunker de concreto. Os bens que ela carregue e leve consigo vão junto, embora ela não possa levar seres animados de carona. O material se fecha atrás dela exatamente como era antes, não deixando nenhum vestígio de sua passagem. Este poder também permite que ela faça coisas como saltar através da porta de metal de um banco como se estivesse passando por uma queda d’água ou mergulhar como um cisne através do piso de concreto de um andar de estacionamento para pousar no andar abaixo. Enquanto estiver se deslocando através da matéria, ela poder ver o material como se fosse bem iluminado e transparente por (- + Sekhem) jardas.

• Se for pega por um deslizamento de terra, terremoto (como o conjurado pela terceira camada desse Esconjuro) ou outro desastre natural terrestre, ela instintivamente nada através da terra e se regenera de quedas de tal maneira que ela encontra o seu caminho, com segurança, para a superfície e sem ferimentos. Ela pode gerenciar esse efeito automaticamente, mesmo quando inconsciente.

E ai, o que vocês acharam? Alguns dados de sistema estão faltando na descrição de Poeira Sob os Pés, já que acho que vamos ter que esperar pelo texto final quando o livro for lançado.

Fonte: Mummy: Magic e Magic: The Utterance
Autor: C. A. Suleiman
Tradutora: Eva

Sobre Eva

Escritora, tradutora e revisora, macumbeira feminista, maga da Ordem do Dado, colaboradora da Dragão Brasil, Oráculo do Livro dos Espelhos e editora da Aster Editora.

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