Drive Thru RPG

Mummy – Temas do Novo Jogo

09/05/2012

Ontem o C. A. Suleiman fez um post sobre o novo jogo Mummy: The Curse no blog oficial a respeito dos temas do jogo. Traduzo abaixo pra vocês os posts dele.

Vocês podem deixar dúvidas e sugestões a respeito do jogo aqui nos comentários, que todas as dúvidas e sugestões serão traduzidas pro inglês e levadas pro autor do jogo.


Olá galera,

Devo dizer que foi encorajador e revigorante ver tantos pedidos de um teaser dos temas de Mummy: The Curse. Dado que o tema é tão fundamental para os jogos em Storytelling (e para a narrativa em geral), é certamente um ótimo lugar para se começar.

Como outros jogos do Mundo das Trevas, o mundo de Mummy introduz o anfitrião, ou anfitrião em potencial, em mais de um tema. Os protagonistas, que estão na frente e ao centro do nosso cenário – os Deathless – são almas ancestrais e complexas, cada uma com o potencial tanto o ápice da grandeza quanto o ponto mais baixo do desespero, possivelmente até juntos e dentro de uma mesma crônica. Com uma gama vasta e dinâmica de história e personalidade, de caráter e complicação, seguem-se as bases que poderiam ser igualmente amplas.

Com isso dito, dois temas destacam-se como fundamentais para o jogo e seus protagonistas. Todos os outros temas que funcionam no jogo derivam desses dois, fundamentais, ou de antecedente específicos e elementos contextuais em que as histórias dos personagens se vão desdobrando. A primeira, e de longe a mais importantes destes temas, é a memória. Almas uma vez mortais que devem suportar não só o passar dos séculos, e com ele a morte de tudo que lhes é familiar na cultura e na civilização, como também a passagem de si mesmos através desse mesmo processo – como eles também devem morrer e renascer, mais e mais uma vez – se agarram à memória como o bálsamo que ela é. A memória é não só o que sustenta a alma como uma entidade independente, mas o que define a história da sua existência. E quando a sua existência se arrasta, através e além de todas as vidas ao seu redor – excetuando apenas outros verdadeiros imortais – a importância da memória não murcha, mas cresce. Na verdade, a memória é tão fundamental para uma múmia que está representada por seu próprio Trait.

A outra face de Janus irmã da memória, então, e nosso outro tema fundamental, é a auto-descoberta. Mesmo criaturas que vivem por apenas um momento, em comparação com a múmia, esforçam-se frequentemente com o que significa simplesmente identificar-se: seu verdadeiro caráter (ou alma, se preferirem esse termo), assim como o propósito ou os propósitos que os levam a suas ações diárias. Conhecer-se a si mesmo e o seu lugar no rol da história – ou, em termos mais esotéricos, o papel que o destino nos reserva – é importante para um ser humano, imagine o quão importante deve ser o de alguém que um dia foi humano, mas cuja alma agora persiste. Para sempre. Este tema é duplamente importante no contexto específico deste jogo, já que múmias luta para reter os detalhes de suas origens e da vida anterior, o que torna a auto-descoberta – ou a redescoberta – um elemento central na narrativa de histórias e crônicas de Mummy. Quanto mais uma alma descobre ou redescobre a si mesma, maior é a sua memória e o senso de seu próprio lugar no âmbito do tempo. A auto-descoberta não está representada em Traits, mas isto não faz com que ela seja menos fundamental para os personagens do jogo.

Até a próxima vez…

Senebti!


Aguardamos os comentários e as dúvidas do pessoal pra levar as dúvidas dos RPGistas brasileiros pro autor o/

Sobre Eva

Escritora, tradutora e revisora, macumbeira feminista, maga da Ordem do Dado, colaboradora da Dragão Brasil, Oráculo do Livro dos Espelhos e editora da Aster Editora.

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