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A Convenção dos Espinhos

03/04/2012

Muitos anos se passaram desde o início do nosso conflito atual, agora chamado de Movimento Anarquista. Saibam que nesta noite de 23 de Outubro de 1493, a Jyhad chegou ao fim. O tempo para a autodestruição está terminado.

Essa convenção, anexada ao Pacto de Caim por voto solene, representa uma trégua inflexível e vigilante entre os vampiros conhecidos como anarquistas, o Clã Assamita e os Membros unidos sob o título de Camarilla. Doravante, tais facções devem ser reconhecidas respectivamente como Anarquistas, Assamitas e Camarilla.

Cada um desses grupos concorda na responsabilidade da manutenção da paz. Eles devem usar de repreensão contra qualquer um que infrinja ou se oponha a este Acordo sagrado. Justificativas serão cobradas de qualquer um dos grupos que violar tanto as palavras como o espírito desse acordo. Este documento é válido sob o código social de todos os Filhos de Caim
de acordo com a Lei de Talião, aceita por todos os Membros como ela tem sido passada adiante através dos tempos. Suplica-se a todos os Membros que acatem e obtenham conforto neste acordo pacífico.

Saibam que os Anarquistas participarão da tomada de decisões, juntamente à Camarilla, tornando-a completa. Espera-se que eles trabalhem pacificamente a fim de atingir seus objetivos. A facção deve se tornar uma defensora da Camarilla, tendo todos os privilégios e regalias associadas a esta. Os Anarquistas devem ser aceitos de volta pelos anciões e clãs que renegaram sem medo de represálias. Apenas as mais depravadas atrocidades não serão perdoadas. As acusações devem ser julgadas pelos justicares durante o período de 1 ano, depois do qual todas as alegações perderão a validade. Os Anarquistas têm o direito de reivindicar as propriedades que lhes foram confiscadas. Em troca, devem devolver quaisquer ganhos adquiridos durante o conflito, devolvendo-os aos seus senhores ou a qualquer outro ancião reconhecido do clã.

Caso os Anarquistas continuem a ser caçados, essa infração irá invalidar a responsabilidade deles de manter a paz com o ofensor. Eles poderão agir livremente sem medo de repreensão por parte de qualquer vampiro da Camarilla que não esteja envolvido no conflito. Garante-se aos Anarquistas a liberdade de agir como desejarem, com exceção a infrações à Máscara, imposta para a proteção de todos os Membros contra o rebanho.

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Também deve-se ressaltar que todos os integrantes dessas seitas autodecretadas devem proclamar abertamente ante seus anciões o respeito aos itens deste acordo. A falha em fazê-lo resultará na destruição de qualquer vampiro considerado culpado. Nenhum Membro pode ser enviado, intencionalmente, à sua morte, por um ancião ou senhor, a não ser que a segurança do clã ou da Camarilla seja mais importante do que a baixa.

Desta noite em diante, os Assamitas não podem mais cometer diablerie nos vampiros de outros clãs. Eles devem se comprometer à essa imposição por meio de uma marca de garantia que lhes foi imposta por uma limitação Taumatúrgica. Desde hoje até todo o sempre, os integrantes do Clã Assamita serão incapazes de beber da vitae de outros Membros. Além disso, o clã devem pagar aos anciões Brujah uma quantia de duas mil libras em ouro pela troca dos cinco anciões Assamitas capturados enquanto cometiam diablerie. Adicionalmente, o clã não pode mais participar de caçadas de sangue.

É importante lembrar que os Assamitas são completamente independentes de quaisquer exigências feitas pela Camarilla. A fortaleza Assamita, Alamut, deve permanecer livre de futuros ataques. É também garantido aos Assamitas, por respeito às suas crenças, a liberdade de cometer diablerie, livremente, contra seus companheiros de clã ou qualquer Membro não reconhecido como um representante da Camarilla.

Assume-se que todas as partes envolvidas e todos aqueles que devem lealdade a qualquer uma delas reconheçam sua responsabilidade perante a todos os aspectos dessa Convenção, expressados por este, no Reino neutro da Inglaterra, fora da aldeia de Thorns*, próximo à cidade de Silchester. Que Caim traga a verdade e a paz para todos nós.

* A Convenção recebeu o nome de Convenção dos Espinhos por ter ocorrido nos arredores da Aldeia de Thorns.

Fonte: Guia do Sabá Revisado – página 16
Revisão: Eva

Sobre Eva

Escritora, tradutora e revisora, macumbeira feminista, maga da Ordem do Dado, colaboradora da Dragão Brasil, Oráculo do Livro dos Espelhos e editora da Aster Editora.

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