Drive Thru RPG

Sociedade da Roda Fantasma

03/04/2012

Nomes: Enroladores, Golpistas, Boêmios, Ladrões.

Os primeiros xamãs seguiam a humanidade desde seu começo, e com o advento da agricultura e das primeiras cidades, muitos se isolaram entre os povos nômades restantes e tribos isoladas. Alguns Oradores, no entanto, viram uma oportunidade e seguiram para as primeiras cidades. Os primeiros dentre os membros da Sociedade formaram e lideraram pequenos cultos ao mistério e outras pequenas seitas,  aprenderam a lidar com os espíritos do cobre, do ferro, espíritos presentes nas construções, no milho, nos campos das fazendas e nas cidades. Aprenderam a lidar com os espíritos que surgiram da humandiade e das criações humanas, especializando-se em barganhar com eles. Com o tempo e a habilidade, esses xamãs começaram a barganhar também com os Adormecidos, viajando e se espalhando pelo Velho Mundo como artistas, músicos, profetas, golpistas…

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Raramente os membros da Sociedade se encontravam em posições abertas de poder e prestígio dentro da sociedade, estando entre os excêntricos, rebeldes e entre os novos movimentos sociais. Os membros da Sociedade sempre preferiram estar por trás das cortinas: cortesãos, amantes, companheiros de apostas de gente importante… Com a chegada da Era da Razão, a Sociedade da Roda Fantasma encontrou nova influência e novos aliados nos espíritos associados com as máquinas e objetos tecnológicos. Conforme a tecnologia evoluía, os xamãs da Sociedade aprendiam a lidar com seus espíritos, usando objetos e aparatos comuns de formas completamente novas e inesperadas.  Para evitar a perseguição da Tecnocracia, aprenderam a se camuflar entre a margem da sociedade, se misturando a diversas subculturas.

Para os Boêmios, classificar espíritos em “naturais” ou “tecnológicos” não importa. Lidam com aqueles que podem encontrar, e se especializam não em construir geringonças mágikas como os Eterinos ou Adeptos da Virtualidade, mas usarem daquilo que dispuserem em mãos: PDAs, carros (se o Boêmio puder colocar as mãos em um), celulares, cartões de crédito… todos podem ser encontrados facilmente na mágika da Sociedade. Além do mais, preferem negociar com os espíritos, se recusando a prendê-los ou coagi-los a cooperar a menos que seja a última alternativa , ou um espírito realmente perigoso.  Alguns Enroladores são bastante honestos em suas barganhas, enquanto outros realmente trapaceiam, mesmo lidando com espíritos.

Fonte: Tradition Book Dreamspeakers Revised
Resenha: Emi
Revisão: Iberê e Eva
Imagem: Os Trapaceiros – Caravaggio

Sobre Colaboração

Artigos publicados por leitores ou ex-autores do blog, que gentilmente colaboraram conosco ao longo dos anos. Artigos de opinião não necessariamente expressam a opinião das autoras do blog; traduções e resenhas têm suas informações checadas.

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