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Rotinas – Mago: A Ascensão

08/01/2012

Magic ScrollsRotinas são “receitas de bolo mágiko”, ou seja, tem ingredientes, instruções, modo de preparo. Muitas são históricas, tendo um longo percurso desde a sua criação. Outras são criações próprias do mago, que ele já testou, sabe bem o que faz e aprovou.

A grande vantagem de uma rotina é seu efeito imediato (exceto quando suas instruções digam o contrário). Isto significa que um mago que use uma rotina vê seus efeitos no mesmo turno em que anunciou a ação, enquanto mágikas descritas pelos jogadores de improviso devem ser não só explicadas, como só passam a funcionar no turno seguinte (ou dois, ou três, dependendo do foco, do paradigma, da forma como a mágika foi anunciada). Dito isso, torna-se óbvia tanto a vantagem do mago conhecer uma série de rotinas quanto do jogador ter anotado quais rotinas seu mago conhece. A palavra final sobre quais rotinas o personagem conhece e quantas é, como sempre, do Narrador.

Para aprender ou mesmo criar novas rotinas, o personagem precisa ter um “laboratório” disponível. Isto acontece porque o mago precisa de um lugar onde o Paradoxo não vá dar logo uma voadora nos dentes do pobre que estava realizando experiências mágikas (possivelmente vulgares), além de fornecer o ambiente e materiais adequados aos testes e experiências do Desperto. Por laboratórios, entende-se desde os laboratórios disponíveis em Capelas até o Santuário do próprio mago.

A existência das “fórmulas mágikas”, que são as rotinas, torna compreensível o costume de certos magos carregarem consigo “grimórios” pessoais, que podem ser desde o clássico diário manuscrito com capa de couro e cheio de símbolos místicos até um arquivo-index no computador de um Adepto da Virtualidade.

Existem algumas rotinas que são exclusivas de algumas Tradições ou de facções dentro de uma Tradição. Qualquer mago que veja a rotina sendo usada, depois de uma rolagem bem-sucedida para reconhecer o efeito e as Esferas envolvidas, pode tentar emulá-la. Magos podem ensinar rotinas uns aos outros, “trocar receitas”, mas alguns são muito ciumentos de suas criações. Para que um mago aprenda rotinas de outras Tradições, devem conseguir conceber aquilo dentro de seus próprios paradigmas, ou serão incapazes de executá-las (ou pior ainda, conseguem, mas recebem Retorno de Paradoxo. Uma vez que não acreditam naquilo, sua descrença faz com que não apenas gere Paradoxo como com que sirvam de testemunhas para aquele feito impossível!). Claro, precisam também que alguém os ensine, ou encontrar o livro certo.

A seguir, uma lista das rotinas já publicadas por aqui. A lista será constantemente atualizada, conforme novas rotinas forem surgindo no blog.

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Sobre Eva

Tradutora, revisora, escritora e sonhadora. Anarcafeminista em constante estado de amor e horror com o mundo. Editora no Livro dos Espelhos.

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