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Ratkin – Lobisomem: O Apocalipse

06/01/2013

Os Ratkin são uma raça metamórfica de Lobisomem com um destino trágico, que acabou mudando a visão do grupo inteiro quanto ao Apocalipse, Gaia e os outros metamorfos. Enquanto os lobisomens mudaram sua posição quanto ao Impergium, os ratos continuaram acreditando que a humanidade deveria ser controlada, ou se reproduziria ao ponto de acabar com o mundo todo. Filhos do Caos e da doença, sempre foi a missão dos ratos controlar o número dos humanos através dos dons que receberam.

A Guerra da Fúria foi o golpe final para os Ratkin, que não conseguiam competir em poderio bélico com os Garou. Os ratos fugiram para a Umbra, exilados dessa realidade sem outra escolha além de permanecer e perecer ou deixar tudo para trás. Muito tempo se passou enquanto os ratos permaneceram nutrindo seu rancor, cavando túneis nas profundezas caóticas da Umbra e se reproduzindo com a ajuda dos espíritos. Os ratos foram virando as costas para Gaia, mas jamais esqueceram da Wyld, do Deus Rato e sua missão durante o Apocalipse: subverter toda a existência, ajudando a Wyld a trazer o caos outra vez para esse mundo cada vez mais solidificado pela Weaver.

Depois de muito tempo presos, os Ratkin finalmente voltaram para o mundo físico. O tempo na Umbra acabou por enlouquecê-los, deixando marcas peculiares na mentalidade desses servos do caos. Alguns têm visões proféticas, enquanto outros simplesmente não conseguem compreender a realidade como ela funciona.

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Outra característica importante é o fato de que se tornar um Ratkin não é uma benção: é uma maldição, muito parecida com a licantropia clássica. O candidato a se tornar um Ratkin deve ter traços de sangue Ratkin para ter qualquer chance de sobrevivência ao processo, que ainda assim é baixa. O Ratkin morde o candidato, liberando uma praga altamente infecciosa, a Praga do Nascimento. Em horas, o pobre infecto começa a alucinar, ter febre, gânglios pustulentos, tremer… e aí duas coisas podem se suceder: ou o candidato sucumbe à doença altamente dolorosa, ou sobrevive, se tornando um Ratkin. A Primeira Mudança surge enquanto os instintos de rato se manifestam, e usualmente o novo rato descobre a ajuda de seus novos irmãos.

Ratkins vivem em colônias, grupos grandes organizados entre um bando de Ratkins e seus Parentes ratos. Esse grupo tem estruturas caóticas, mas giram em torno de alguns pontos fixos, como a necessidade de um Espaço Acidental, um lugar onde os Ratkin podem meditar e escapar da loucura e do stress que os cerca. Dependem também de comida e da presença da civilização, já que servem como comensais com seus Parentes ratos. Um lugar para descansar pode se parecer com um túnel de esgoto, uma caixa de papelão que acomode um grupo de ratos inteiro ou uma lixeira bem abastecida e que nunca é totalmente esvaziada. Esses Espaços Acidentais, no entanto, são mais específicos e mais protegidos, já que os ratos se tornaram paranoicos e inquietos, sobretudo se estressados.

Os Ratkin se acostumaram a ser considerados um estorvo e a ser marginalizados, mesmo pelas outras raças metamórficas. Dessa forma, seus únicos aliados são eles próprios, seus espíritos aliados e seus próprios companheiros de Ninho. No entanto, a vida num Ninho não é fácil. A liderança muda constantemente, e os números devem ser preservados num nível que permita a alimentação de todos – ou ratos terão de fundar novas colônias, indo atrás de mais alimentos.

A palavra chave para compreender os Ratkin é sobrevivência. Sendo as menores criaturas de Gaia, seu maior dom talvez tenha sido desde sempre sua capacidade de se esconder e sobreviver a adversidades. E o Apocalipse, para os ratos, não é algo senão uma imensa adversidade a ser transposta. Se isso significar subverter a civilização humana, atropelar os lobisomens ou dar as costas a tudo àquilo que consideramos lógico… isso será feito.

Aspectos

Assim como os outros metamorfos possuem seus augúrios, os Ratkins possuem aspectos, os grupos aos quais um Ratkin pertence quase como uma carreira:

Corredores de Túnel: Os mensageiros e espiões entre os Ratkins, esses ratos nunca passam muito tempo em um lugar. Sentem nas próprias veias o chamado pela viagem, e se deslocam pelo mundo atrás de algo ainda não visto.

Engenheiros: Um aspecto recente, esses ratos aprenderam com os humanos a entender a sua tecnologia… e a sabotá-la como bons gremlins. Esses Ratkins constróem coisas a partir do que recolhem dos destroços dos humanos, embora “destroço” seja uma visão relativa.

Apunhaladores: Os assassinos, juízes e algozes entre os Ratkin. Mas não agem simplesmente como executores, dispensando também os pequenos castigos como marcação, mandar espíritos infernizarem a vida do culpado ou coisas do tipo. Os casos de justiça realmente extremos são definidos com a autorização dos ratos mais velhos e mais sábios de uma colônia.

Guerreiros: Agem como a defesa da colônia, e também como o ataque contra aqueles que forem definidos como alvos potenciais por…algum motivo. Os guerreiros são tomados por uma Fúria incandescente desde o momento de sua Infecção, e se tornar um Guerreiro soa o caminho  mais natural.

Munchmausen:  Esses ratos foram tocados pela loucura da Wyld, se tornando permanentemente deslocados da realidade. Todos tem histórias incríveis para contar, lendas de heroísmo e dos lugares incríveis que visitaram na Umbra. Alguns chegam a dizer que vieram de Arcádia, e embora as lendas mudem de rato para rato, a única certeza a respeito de todos eles é que são mentirosos inveterados. Esses ratos tem uma dificuldade imensa para lidar com a realidade.

Senhores da Praga: São os responsáveis por cultivarem as pragas e doenças que são consideradas a maior arma dos Ratkin. Cada um deles é tocado pela doença que escolheu servir, tornando-os criaturas únicas e quase sempre repulsivas.

Observadores: Destruidores, anarquistas, distribuidores de caos e desordem. Esses Ratkin são os mais propensos à ataques de raiva e violência gratuita, sendo talvez os membros mais perigosos de sua raça.

Videntes das Sombras: Os místicos, estudiosos dos caminhos ocultos, dos espíritos e da sociedade humana. São os conhecedores dos antigos segredos, mas também dos espíritos e segredos locais. Tendem a achar a civilização humana fascinante em seus próprios termos.

O Aspecto Perdido

Durante a Guerra da Fúria os Ratkin que tentaram interceder pela própria raça foram os Bardos de sua espécie. Como conseqüencia, foram os primeiros a serem exterminados quando sua raça foi traída, e seu conhecimento foi perdido para sempre. Os Corredores de Túnel tentam trazer conhecimento para a raça, mas jamais conseguiram substituí-los.

Autora: Emi
Fonte: Breedbook Ratkin
Revisora: Eva

Sobre Colaboração

Artigos publicados por leitores ou ex-autores do blog, que gentilmente colaboraram conosco ao longo dos anos. Artigos de opinião não necessariamente expressam a opinião das autoras do blog; traduções e resenhas têm suas informações checadas.

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