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Os Vampiros no Cinema – Parte 2

16/08/2013

Como vocês pediram, hoje voltamos com o segundo artigo da série Vampiros no Cinema, tratando da década de 1930 desta vez – onde tivemos muitos filmes de vampiro na telas! Eu estive fazendo uma busca, e estou com cópias dos filmes Les Vampires e Nosferatu. Vocês têm a paciência de esperar que eu ajeite as legendas (e as refaça em alguns casos)? Só pra ter uma ideia do tempo que vai levar, o Les Vampires tem dez partes, cada uma de coisa de uma hora e meia! Mas é lindo, viu? O que vocês acham?

Outra coisa é que continuo aceitando, como sempre, informações caso tenha esquecido de algum filme realizado em qualquer país e em qualquer língua para estas listas, que podem ser alteradas a qualquer momento pra adicionar mais informações.

Ler Os Vampiros no Cinema – Parte 1

Vamos lá?

1931

Bela_Lugosi_2Drácula – EUA

75 minutos – Preto e branco
Diretores: Tod Browning, Karl Freund
Produção: Tod Browning, Carl Laemmle Jr.
Elenco: Bela Lugosi, Helen Chandler, David Manners, Dwight Frye, Edward Van Sloan, Herbert Bunston, Frances Dade, Joan Standing, Charles K. Guerrard
Língua: inglês, húngaro, latim

Um dos grandes clássicos do cinema mundial, o Drácula protagonizado pelo Bela Lugosi é a primeira versão autorizada do livro de Bram Stoker para os cinemas, e foi baseado em uma produção teatral de sucesso estrondoso. Na história, Conde Drácula chega a Londres e logo começa a trabalhar para transformar em vampiros as jovens Lucy e Mina. Depois de conseguir transformar Lucy, e com a deterioração da saúde de Mina, o pai de Mina chama o especialista – ninguém menos do que o professor Abrahan Van Helsing. Van Helsing reconhece rapidamente o vampirismo do Conde, e se torna o arquiinimigo dele ao traçar rapidamente um plano para salvar a vida e a alma de Mina. É o filme de vampiros mais influente de todos os tempos, e gerou muitas sequências e variações, criando suas próprias lendas.

dracula--2Drácula – EUA

104 minutos – Preto e branco
Diretores: George Melford, Enrique Tovar Ávalos
Produção: Carl Laemmle Jt.
Elenco: Carmen Guerrero, Carlos Villarías, Lupita Tovar, Barry Norton, Pablo Álvarez Rubio, Eduardo Arozamena, José Soriano Viosca
Língua: espanhol

Trata-se da versão em espanhol do filme protagonizado pelo Bela Lugosi. Foram filmados ao mesmo tempo e no mesmo set – enquanto a versão em inglês era filmada de dia, a versão em espanhol era filmada durante a noite.

1932

VampyrcoffinVampyr – França-Alemanha

73 minutos – Preto e branco
Diretor: Carl Theodor Dreyer
Produção: Carl Theodor Dreyer, Julian West
Elenco: Julian West, Maurice Shutz, Rena Mandel, Jan Hieronimko, Sybille Schmitz, Henriette Gerard
Língua: alemão

Num filme de atmosfera fascinante e austera, foi a primeira vez que imagens inquietantes foram usadas em um filme de horror. Sua câmera desorientada e clima onírico foram largamente incompreendidos na época, apesar do largo reconhecimento de crítica que alcançou posteriormente. Ele conta a história de Allan Gray que chega a uma pousada na aldeia de Countempierre, onde aluga um quarto para dormir – sendo despertado pela entrega de um pacote com um aviso de “Para ser aberto quando de minha morte”. Gray leva o pacote consigo enquanto caminha, e caminhando pelas sombras, acaba por chegar a um castelo onde as sombras parecem dançar sozinhas – o que leva ao começo de uma história onde o real e o irreal se mesclam em um borrão desconfortante.

1935

mark-of-the-vampireMark of the Vampire – The Vampire of Prague – Estados Unidos

61 minutos – Branco e preto
Diretor: Tod Browning
Elenco: Lionel Barrymore, Elizabeth Allan, Bela Lugosi, Lionel Atwill, Jean Hersholt, Henry Wadsworth, Donald Meek, Ivan F. Simpson, Franklyn Ardell, Leila Bennett
Língua: inglês

Sir Karrel Borotyn é encontrado assassinado em casa, com dois pequenos ferimentos iguais no pescoço. O médico assistente e seu amigo são levados a acreditar que o responsável pelo assassinato é o vampiro Conde Mora e sua filha Luna, coisa em que o inspetor de polícia de Praga se recusa a acreditar. Então Irena, filha do inspetor, parece ser o próximo alvo do conde, quando então o especialista em vampiros e ocultismo Professor Zelen é chamado para impedir a morte da moça. Enquanto isso, novos segredos sobre a morte de Sir Karell são revelados. Dado seu final, muitos veem este filme como uma sátira sobre os filmes de horror da época.

1936

Draculas_Doughter_original_Poster_1936Dracula’s Daughter

71 minutos – Preto e branco
Diretor: Lambert Hillyer
Produção: Harry Zehner E. M. Asher
Elenco: Otto Kruger, Gloria Holden, Marguerite Churchill, Edward Van Sloan
Língua: inglês

O começo do filme se passa pouco depois do final de Drácula de 1931. O Conde Drácula acaba de ser destruído pelo Professor Van Helsing, que é levado pela polícia para se explicar sobre a morte do Conde, alegando que, como ele já estava morto há quinhentos anos, isso não pode ser considerado crime. No lugar de contratar um advogado, Van Helsing pede aluna ao Dr. Jeffrey Garth, psiquiatra que já foi um de seus alunos mais brilhantes. Enquanto isso, a Condessa Marya Zaleska, filha de Drácula, conta com a ajuda de seu servo Sandor para roubar o corpo de Drácula que estava sob o cuidado da polícia. Ela o queima ritualisticamente, na esperança de quebrar a maldição do vampirismo – o que não funciona. Ela procura a ajuda do Dr. Garth para tentar superar seus ímpetos por sangue, o que pode levar a consequências ainda piores.

* * *

Por enquanto é isso. Esqueci algum filme? Comenta ai ^_^

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Sobre Eva

Tradutora, revisora, escritora e sonhadora. Anarcafeminista em constante estado de amor e horror com o mundo. Editora no Livro dos Espelhos.

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