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Os Roedores de Ossos – Lobisomem: O Apocalipse

13/01/2013

Nem todos estão no topo da cadeia alimentar em Lobisomem, nem mesmo entre os Garou. Os Roedores de Ossos são a prova disso. Excluídos e renegados por seus irmãos, os Roedores de Ossos aprenderam a se virar pelo que realmente importava: a própria sobrevivência. Vivendo entre os miseráveis, os Roedores tem uma história longa de desespero em ajudar Gaia, que acabou pura e simplesmente se transformando em uma crença de que sua sobrevivência pode ser sua última chance.

As lendas dizem que o primeiro Roedor de Ossos era irmão de ninhada do primeiro Presa de Prata. O pequeno Roedor era o menor dos lobos, mas era o mais feroz e corajoso, além de ser sempre o primeiro a chegar à presa abatida. Esse comportamento foi sua desgraça. Os outros lobos, irritados em sempre perder o primeiro quinhão da matança, decidiram excluir o pequeno Roedor de suas caçadas. O lobo demonstrou mais uma vez o quanto era duro na queda, e seu instinto para sobreviver era forte: enquanto os outros caçavam, ele se contentava com os restos. Não havia orgulho, havia a sobrevivência.

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A história pode ser apenas uma lenda, mas alguns fatos da história dos Roedores são bem conhecidos. Assim como os Ratkin, os Roedores acreditavam que o Impergium era uma forma de evitar que os seres humanos se multiplicassem mais do que pudessem manter. Diferente deles, no entanto, os Roedores acreditavam que isso era para o bem da própria espécie humana. Ainda que ajudassem a manter seus números pequenos, os Roedores sempre ajudaram os desafortunados, aqueles deixados de lado pelo resto da humanidade. Ser misericordioso era uma faca de dois gumes, afinal. Com o final do Impergium, no entanto, veio uma decisão difícil que moldou a Tribo da forma como ela é hoje. Os Roedores reuniram-se em uma assembleia, e decidiram que pelo próprio bem, não mais ajudariam os humanos, ou os caçariam. Não mais os ajudariam, pois diferente dos Filhos de Gaia, não podiam arriscar dar mais do que podiam ter. Não mais os caçariam, por que diferente dos Ratkin, não podiam se esconder quando eles próprios fossem caçados. E dessa forma, os Roedores passaram a cuidar apenas de suas próprias famílias.

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Família, no entanto, é uma palavra de significado amplo para os Roedores. Amigos, crianças abandonadas, aquele mendigo que divide o mesmo caixote de papelão com o Garou todos os dias: todos esses são família, na definição de um Roedor. É desse cuidado com a família que surge o respeito entre os Roedores de Ossos. Um Roedor que cuida de muitas pessoas acaba ganhando o apelido de Mamãe ou Papai. Não há grandes demonstrações do renome, apenas um apelido informal que se torna um título mais importante que tudo. Se um Papai ou Mamãe pede algo a outro Roedor, ou a um membro da família, é dever deles atender. Não por obrigação, mas por respeito a todo o cuidado e proteção que receberam.

Os Roedores de Ossos, como sobreviventes natos, tem um faro para saber o que acontecem na cidade onde vivem. Onde encontrar um lugar seco para dormir, os vendedores de cachorro quente que dão as salsichas velhas aos cachorros de rua, os esgotos onde os Nosferatu habitam. Outra forma de se manterem informados, além da própria exploração e conversa, é a Corrente de Latidos. Os cachorros de uma cidade comunicam-se entre si, através de uivos e latidos, a cada informação nova e relevante que percebem. Esses uivos e latidos são ouvidos por outros cães, que a passam adiante, até que a informação chegue ao Roedor finalmente. Apenas os lobisomens dessa Tribo conseguem compreender os latidos e uivos desses cães – talvez pela proximidade dos próprios Parentes lupinos com os cachorros da cidade.

Campos

  • Caipiras
  • Delatores
  • Desertores
  • Devoradores de Homens
  • Frankweilers
  • O Capuz

Artigos – Notícias da Edição de 20 Anos

Fonte: Livro da Tribo Roedores de Ossos
Autora: Emi

Sobre Colaboração

Artigos publicados por leitores ou ex-autores do blog, que gentilmente colaboraram conosco ao longo dos anos. Artigos de opinião não necessariamente expressam a opinião das autoras do blog; traduções e resenhas têm suas informações checadas.

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