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Os Peregrinos Silenciosos – Lobisomem: O Apocalipse

22/08/2013

peregrinosilencioso1Os Peregrinos Silenciosos são Garou descendentes do primeiro lobisomem a descer até a Umbra Baixa. Reza a lenda que no início do mundo, quando os lobisomens eram apenas uma tribo única e a Morte era um espírito novo, alguns Garou a seguiram por uma estrada escura, que ninguém mais conhecia.  Uma jovem deu pela falta de seu pai, e caminhou por muitas estradas, procurando por ele. Foi quando chegou ao mundo espiritual, sob uma frondosa árvore, que parou para descansar. Uma Coruja pousada em um dos galhos mencionou a descida dos Garous com a Morte, e a jovem insistiu que a Coruja a levasse por aqueles caminhos. O espírito da Coruja achou a menina teimosa, mas disse que a levaria.

O caminho foi longo e difícil. Ao chegar aos portões da casa da Morte, a Garou conseguiu convencer o guardião a deixá-la entrar e libertar aqueles que quisessem ir – desde que ela fosse rápida. A jovem correu o máximo que pôde, tentando chamar por todos os Garou ali presentes. Quando atravessou o portão correndo, no entanto, deu-se por conta que pouquíssimos a seguiram. Alguns desistiram. Outros se perderam – e deram origem às Aparições. Mas um dos Garou conseguiu segui-la: o próprio pai. O lobisomem disse à filha que já não podia estar entre os vivos, as regras de Gaia haviam mudado e ele não podia desafiá-las. Mas que pela coragem da filha, ele e os outros espíritos dos ancestrais voltariam, por períodos curtos, quando seus filhos tivessem a necessidade.

A jovem teve de retornar ao mundo dos vivos sozinha, e apesar da promessa dos ancestrais, jamais foi a mesma. O caminho longo e difícil a tornara forte e esguia, e a escuridão da Umbra Baixa tornara seu pêlo completamente negro. Mas a maior mudança foi quanto às suas palavras: ela não falava do que vira além dos portões.

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Os Peregrinos Silenciosos sempre se opuseram ao Impergium e à Guerra da Fúria. Enquanto seus primos se refastelavam em seu próprio ódio e elitismo, os Peregrinos viam o lugar dos humanos ao lado dos lobos, todos Parentes a serem protegidos e educados. Da mesma forma acreditavam que as outras raças metamórficas não eram menores aos olhos de Gaia. Quando a Guerra acabou, os Peregrinos decidiram se separar, e fixarem-se em uma região que hoje conhecemos por Egito.

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Lá, os Peregrinos se misturaram a povo que vivia próximo ao rio, e viveram bem até que dois vampiros anciões decidiram lutar pelo território todo. Set e Osíris eram seus nomes. Set e seus seguidores viviam em meio à corrupção, enquanto Osíris, asceta, se enojava de tudo que o outro fazia. Os Peregrinos acreditaram que dos males, o menor seria Osíris – já que poderiam depois expulsá-lo do Egito. No entanto, a guerra durou muito tempo. Osíris fora derrubado, e depois dele, seu aliado, Hórus. Os Peregrinos, num ato impensado, decidiram atacar o vampiro, acreditando que depois da guerra ele estaria enfraquecido. Não poderia haver engano maior: Set havia criado uma linhagem de seguidores e se tornara poderoso. E lançou uma maldição sobre os Peregrinos Silenciosos: nenhum ancestral jamais poderia vir ao socorro de um Peregrino, e seus nomes estariam para sempre esquecidos. Até hoje a maldição perdura, e não se sabe o fim dos espíritos dos Garou dessa tribo.

Exilados, os Peregrinos Silenciosos se espalharam pelo mundo. Muitos se juntaram aos ciganos, reconhecendo neles espíritos parecidos, sem uma terra para chamar de sua e vagando pela terra. Até hoje o número de Peregrinos Silenciosos nascidos entre os ciganos é maior do que qualquer outro povo, ainda que isso não seja uma regra.  Seus Parentes costumam ser ciganos, nômades, grupos circenses ou meramente vagabundos.

Peregrinos Silenciosos são criaturas únicas. Sua fascinação pelo conhecimento, e preservação da pureza de espírito que chamam de ma’at moldam o cerne da tribo. Para um Peregrino, nada além do conhecimento pode ser carregado além da morte. E sem o ma’at, não é possível seguir para um lugar melhor após a morte. Aqueles corrompidos, sem o ma’at, são jogados para serem devorados por uma besta. Ou… se tornam Aparições.

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A tribo não costuma se encontrar com frequência em Assembleias, e quando uma se faz necessária, é convocada com anos de antecedência, já que a única forma de encontrar outro Peregrino costuma ser por acaso, em meio às estradas. Quando essas Assembleias acontecem, no entanto, são eventos inesquecíveis e cheios de histórias. Esses encontros costumam ser tocados pela tristeza da ausência dos ancestrais – o que faz com que os Peregrinos contem histórias e dancem, para que se alegrem e não se deixem levar pela tristeza da lembrança. Ao menos nessa ocasião.

Os Peregrinos cultivam o hábito de comunicarem-se através de cores como um código. Esse hábito vem do tempo em que viviam no Egito. O verde significa refúgio, segurança. O vermelho (a cor dos desertos, e de Set) significa perigo. O azul, a pureza de ma’at. Esses códigos permitem que os Peregrinos se comuniquem mesmo em meio a outras tribos, ou deixarem recados muito claros para outros Peregrinos.

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Fonte: Tribebook Silent Striders
Autora: Emi
Revisora: Eva

Sobre Colaboração

Artigos publicados por leitores ou ex-autores do blog, que gentilmente colaboraram conosco ao longo dos anos. Artigos de opinião não necessariamente expressam a opinião das autoras do blog; traduções e resenhas têm suas informações checadas.

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