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>O Chodona

25/10/2010

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A nomeada Roda da Lei de Oito Raios ou Chakradharmasamhita, o Chodona foi composto na primeira Samashti em 1314. Ele marca a primeira aparição dos Eutanatos como Tradição. Na Primeira Convocação, os antigos da Tradição anexaram comentários e esclarecimentos que se tornaram a base da lei, das crenças e da ética dos Eutanatos. Os princípios básicos (chamados de Oito Raios) do Chodona estão abaixo.

Preâmbulo
Diante dos olhos do céu escrevemos este código: Nós, que sabemos da dança da vida e da morte, que fomos escolhidos para proteger a Roda do mundo, declaramos diante de todos os poderes presentes que esta é a nossa lei, para ser considerada sempre sagrada.

Prevabhnava
Testemunhamos a existência do Ciclo de nascimento, morte e renascimento que impregna o cosmo com seu ritmo. Testemunhamos que as almas da humanidade e todos os seres animados são conduzidos através desse Ciclo, em direção a um fim eventual. Testemunhamos que este Ciclo é a Lei do universo. Juramos apoiar este Ciclo, e evitar sua estagnação ou corrupção.

Hiranyagargha
Acreditamos na unidade fundamental de tudo que existe, que a Criação nasce de uma fonte original Una, à qual ela retornará. Afirmamos também que todos os seres animados carregam em si a semente pura desta fonte original, não importa quão corrupta sua casca externa possa ser.

Kala
Declaramos que a Decadência e a Entropia são partes do Ciclo natural, que todas as coisas devem eventualmente virar pó assim como retornar ao ventre do universo. Aceitamos isso como parte de nossa existência e juramos que não nos causaremos sofrimento desnecessário numa batalha fútil contra esse princípio. Ao invés disso, empunharemos a Roda do Tempo infinita e a Teia do Destino secreta como nossos aliados na defesa da estrutura do universo.

Gopaya
Ganhamos nossa compreensão e poder para um propósito: sermos guardiões da humanidade e do mundo. Esse é o nosso dever sagrado do qual nos desviamos apenas pela dor da morte e pela perda de nossas almas. Protegeremos a Roda e aqueles presos a ela, independente do perigo às nossas existências mortais ou a dor que isso possa nos causar.

Sadhana
Ninguém pode permanecer puro sem ter o controle dos sentidos e do espírito. Assim, juramos buscar nossa evolução espiritual. Praticaremos os ritos, cantaremos os cantos sagrados e nos sujeitaremos à provações para fortalecermos o corpo e a vontade. Resistiremos às tentações do desejo, não importa a forma na qual elas se apresentem para nós.

Daya
É impossível para nós completarmos nosso dever se fecharmos nossos corações ao sofrimento do mundo à nossa volta. Tentar tal coisa seria abrir nossas portas à corrupção e ao mal. Desse modo, nunca devemos fechar nossos olhos para a dor dos outros ou para a dor que nossas ações possam causar.

Tyaga
Já que a ação feita com prazer e ganho pessoal carrega consigo o risco da corrupção, devemos abrir mão de tal ação. Nosso dever deve ser feito em nome do cosmo e oferecido em sacrifício ao cosmo. Absternos-emos de ações que são criadas puramente pelos nossos desejos, pois tais ações ameaçariam nossas almas e nossos deveres.

Diksha
Ninguém pode adentrar adequadamente em uma nova vida sem uma morte nem servir o que não se compreende. Todos que desejem se unir a nós, como parte de seus rituais de iniciação, antes de receberem seus nomes, ou seus mantras, ou suas ferramentas sagradas, devem passar pelo outro lado da vida. Devem se embrenhar no ventre da morte e retornar a nós antes de os considerarmos um dos nossos.

Fonte: Tradition Book Eutanathos Revised, página 30
Tradução: Anônimo

Sobre Eva

Tradutora, revisora, escritora e sonhadora. Anarcafeminista em constante estado de amor e horror com o mundo. Editora no Livro dos Espelhos.

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