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Mago: A Ascensão – Sociedade da Lança Vermelha

13/04/2012

Nomes: Lanças Vermelhas, Vingadores do Mundo, Guerreiros espirituais.

Fundados pelo xamã da tribo Sêneca Falcão Peregrino, que seguiu uma visão que o levaria até a convocação que gerou o Conselho dos Nove. Walking Hawk viajou tanto de modos mundanos quanto sobrenaturais, e tentou encontrar outros mestres da comunicação espiritual e guerra. Alguns rejeitaram sua mensagem de união. Outros aceitaram em vista aos inimigos em comum. Mas alguns aceitaram prontamente, vendo através dos olhos de Falcão Peregrino um mundo unificado sob todas as máscaras de individualidade. Eles se chamaram de Irmandade da Face Não Vista. Eles sonhavam em juntar a coleção definitiva dessas máscaras do mundo, criando um dicionário xamânico para que todos os praticantes do espírito pudessem ler as mesmas verdades nas entrelinhas.

No entanto, não houve muito espaço para contemplação. Havia a guerra a ser lutada, e eles prontamente tomaram a frente de forma voluntária. A Irmandade tentou encontrar formas de aprender a reagir às ameaças que cercavam seus membros, mas não havia nenhum consenso. Os membros mais eruditos recuaram para estudos pessoais e alianças com outras facções entre a comunidade xamânica. Alguns deixaram a contemplação e os símbolos da paz de lado e se focaram nas ferramentas de guerra.

Aqueles que optaram pela guerra se tornaram a Sociedade da Lança Vermelha, adotando seu nome atual. Sua iconografia é representada como um grupo de lanças sangrentas, e foi adotada no século XV, unindo bandos menores em uma única causa.

Para os membros da Sociedade, todo conhecimento que ajude na guerra é útil. Isso inclui a psicologia e táticas de seus inimigos. Eles não se prendem ao conhecimento de guerra de uma única cultura. Seus aliados espirituais lhe fornecem pontos de vista únicos, negados por seus inimigos.

Os Vingadores do Mundo acreditam que a destruição de seus inimigos é seu ponto principal: as armas e estratégias são apenas meios para um fim. Idealmente, um membro da Sociedade deveria poder se lançar em batalha com nada mais que sua percepção, vontade e seus inimigos espirituais. Esse ideal está longe de poder ser alcançado nos dias de hoje, mas continua sendo buscado.

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A mágika desses guerreiros é única, sendo criada de forma a não impossibilitar seus movimentos ou dificultar em momento de luta. Muitas vezes um único feito gigantesco é criado por muitos Lanças Vermelhas, cada um efetuando uma pequena parte do ritual. O trabalho em equipe é valorizado, e os trabalhos solo altamente desencorajados. A guerra não é sobre as vontades e necessidades de uma pessoa só, é uma responsabilidade de toda a sociedade. Uma vida não deve ser desperdiçada.

A Sociedade é a única facção dos Oradores dos Sonhos que pode expulsar membros caso eles não demonstrem os ideais pregados, ou por demonstrar fraquezas como a covardia ou não se mostrar feito para uma vida de guerreiro.

Existe uma hierarquia rígida entre os Guerreiros, passando por três níveis, sendo o último o de liderança. Os Primos são o primeiro nível. São os aprendizes e iniciados, que observam e dão suporte, sem se envolver diretamente na luta. É deles a responsabilidade de curar os feridos, cuidar das linhas de comunicação, cuidar de viúvas e órfãos. A promoção ao grau de Filho acontece durante os solstício de inverno. Os Filhos passam por mais treinamento, para que finalmente entrem na vida de batalha. Grupos de Filhos formam grupos temporários para operações, e são sempre guiados por um Filho Mais Velho. Um Filho mais Novo acompanha, ficando fora da batalha para observar e recordar. Esses grupos podem unir de dois a dúzias de membros. Os Pais são aqueles que preparam as estratégias, os planos e fazem trabalhos melhores com a mente do que com suas mãos. Alguns passam anos estudando um determinado lugar ou nação, para melhor poder planejar. A maioria dos Pais é composta por Filhos veteranos machucados demais para continuar uma vida de batalhas. O Pai com mais vitórias e sucessos se torna o Avô, líder de toda a sociedade. Não há distinção entre os títulos para homens e mulheres, apesar de haverem reclamações. Segundo os espíritos, por motivos específicos, todos os membros da Lança são vistos como homens.

Fonte: Tradition Book Dreamspeakers Revised Edition – páginas 45 e 46
Resenha: Emi
Revisão: Eva

Sobre Colaboração

Artigos publicados por leitores ou ex-autores do blog, que gentilmente colaboraram conosco ao longo dos anos. Artigos de opinião não necessariamente expressam a opinião das autoras do blog; traduções e resenhas têm suas informações checadas.

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