Drive Thru RPG

Lich No Mundo das Trevas

17/09/2012

Uma das criaturas clássicas dos jogos de interpretação de personagem, os lich existem, também, no Mundo das Trevas. Em um mundo de mistérios, teorias da conspiração, onde seres mitológicos se escondem nas sombras jogando seus jogos e suas guerras, como poderia ser diferente?

A seguir, trago pra vocês uma tradução adaptada com informações sobre os magos mortos-vivos e que continuaram… mágicos. São criaturas muito esquisitas. Em breve, posto aqui o ritual apropriado, o Domínio Lich, para aqueles que têm coragem de se aventurar num dos caminhos mais sombrios da vida eterna.

Além da Morte

Orfeu viajou até o Hades para recuperar sua noiva; Aquiles ignorou armas mortíferas; Hércules trapaceou a morte para se tornar um deus. Estes heróis foram só alguns em uma longa lista de homens e mulher que desafiaram sua própria mortalidade. Histórias tão antigas quanto o Épico de Gilgamesh e os ritos egípcios de mumificação.

A obsessão egípcia com a morte levou a uma mágica desenhada para lidar diretamente com o Mundo Inferior. Fascinados com as perspectivas de vida após a morte e renascimento, os egípcios criaram o Feitiço da Vida para trazer vida aos mortais depois de seu tempo, um feitiço que fez com que eles estejam sempre vivos, ainda que morrendo.

As interações da Grécia e de Roma com o Egito – de Cartago, Marco Antônio e, depois, as Cruzadas – significava que as mágicas egípcias inevitavelmente se infiltrariam na cultura Grega. A influência foi fraca – apenas raros necromantes ou Infernalistas insanos permutavam diretamente com os poderes da morte; gregos místicos se focavam mais em assuntos transcendentais. Contudo, este treinamento filosófico deu aos gregos a habilidade de compreender as novas direções da mágica egípcia e a descrevê-la em termos eficientes.

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O resultado? Embora o Egito tenha dado à luz muitos ritos que lidam com a morte, os gregos e os romanos os preservaram. Magos modernos ainda chamam deuses egípcios pelos seus nomes gregos. O simbolismo egípcio foi filtrado pelo Culto Romano de Mercúrio antes de chegar à Ordem de Hermes. O Feitiço da Vida se transformou em modos de enganar a morte.

O Feitiço da Vida original egípcio criava múmias, seres que morreram, mas retornaram às terras ensolaradas em seus próprios corpos. Na época em que os registros gregos fragmentos dos Escritos Secretos de Cabirus se infiltrou no Culto Romano de Mercúrio, contudo, as prioridades do culto haviam mudado. Os magos que se tornaram a Ordem de Hermes procuravam evitar a morte, não experimentá-la outra vez e outra vez. Com a incrível precisão que eles desenvolveram através de seus estudos da linguagem, os magos romanos alteraram a fórmula. Esta forma alterada inverteu o Feitiço da Vida; em vez de morte e retorno, o mago pairava para sempre no limiar da morte. Enterrado após a queda de Roma, o feitiço ressurgiu apenas na Idade Média, quando mágicos da Ordem de Hermes solicitaram modos alternativos de prolongar suas vidas para que tivessem tempo de adquirir maestria nas complexidades de suas mágicas.

As informações que sobreviveram sobre o feitiço original são fragmentadas. Pesquisadores Herméticos tiveram que juntar os componentes necessários e improvisar seus próprios toques finais. Cada versão do feitiço era única, meios para um mago individual preservar seu Padrão.

Naturalmente, os meios de enganar a morte não são fáceis. Os requerimentos assustadores do rito espantam a maioria dos estudantes, mesmo no que tange a capacidade acadêmica. Mas sempre existem alguns poucos loucos, para quem a atração da imortalidade é muito tentadora.

Fonte: Dead Magic – página 109
Imagem: The Lich King in the Darkness (Ciaran Slavin)
Tradutora: Eva

Sobre Eva

Tradutora, revisora, escritora e sonhadora. Anarcafeminista em constante estado de amor e horror com o mundo. Editora no Livro dos Espelhos.

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