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>Léxico do Culto do Êxtase

08/01/2012

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Ananda – Um momento de felicidade que ultrapassa os limites da percepção do mundo. Para a maioria dos magos, um momento sublime de consciência que vem com o Despertar ou com uma Busca bem-sucedida. Para o Culto, um passo no caminho para a Ascensão.

Chakra – Caminhos e pontos de energia ao longo do corpo, que irradiam para fora a partir de pontos centrais de poder. Esses caminhos, ou meridianos, focam poder místico quando um Cultista executa os exercícios adequados. Os pontos, que podem corresponder a centros endócrinos ou a órgãos vitais, servem como junções entre o corpo e o eu mental ou espiritual.

Código de Ananda – O código de comportamento do Culto do Êxtase que rege a responsabilidade na busca do êxtase. O Código não existe para estabelecer limites, mas sim para dissuadir Cultistas de procurar caminhos que levem a comportamentos destrutivos ou experiências danosas. Cismas no Culto, na maioria das vezes, surgem se uma cabala ou seita defende ou evita o Código.

Congrex – A comunhão sagrada entre parceiros – não necessariamente sexual, mas qualquer típo de vínculo (místico) próximo. Muitas vezes, através da participação conjunta em atividades de maior consciência, sensibilidade e paixão.

Dakini – Uma mulher de poder Tântrico, cujas paixões são tão fortes e cuja sabedoria é tão profunda que ela arde com sua energia espiritual. Tradicionalmente, apenas chamas vestem uma Dakini, por sua iluminação ser tão profunda que nenhuma armadilha externa pode contê-la ou aumentá-la.

Dikshan – O laço entre professor e estudante.

Divya – “Super-consciente”, um mago Mestre.

Linha dos Sonhos – Uma missiva mágika para chamar outros Extáticos em emergências.

Jambo – Uma reunião de Cultistas para discutir assuntos sérios da Tradição. (É claro, como é provável em qualquer reunião do Culto, vários caminhos para o êxtase, inevitavelmente, surgem).

Kamamarga – Caminhos para o Êxtase. As ferramentas e técnicas para induzir a consciência extática. Focos e práticas que abrem as comportar da consciência mágika.

Krishna – A oitava reencarnação do deus hindu Siva (Shiva), e uma deidade suprema em sua própria encarnação.

Kundalini – A “serpente enrolada”. O poder que repousa dentro de si até ser despertado através de uma ação espiritual (muitas vezes Tantra). Para os Cultistas, o potencial para a mágika. Uma vez desperto, a kundalini se desenrola em Shakti.

Lakashim – O Batimento Cardíaco do Mundo. O constante fluxo e refluxo de energia que ressoa em todos os seres vivos. Este pulso divino inunda a consciência durante momentos de êxtase e mantém o extático em comunhão com toda a vida. A partir de um momento de tais conexões cósmicas, a mágika flui. Em essência, o fluxo de Primórdio através de todas as coisas.

Mandala – Um desenho ou pictograma de linhas, círculos e triângulos, usado para focar o pensamento e como auxiliar da meditação. Para o Culto, um mandala traçado ou desenhado atua como um canal para Lakashim e uma forma de concentrar a energia mágika.

Mantra – Uma frase repetitiva usada para focalizar energia espiritual. “Om” é uma frase comum e poderosa, arredondada e simples. “Hare Krishna” forma a base de um mantra para orar para Krishna.

Musa – O Avatar. De forma mais geral, as figuras divinas gregas de inspiração que remetem ao século VIII AC. As musas vão até os artistas e poetas a fim de lhes conceder inspiração, mas também exigem grandes progressos de esforço criativo.

Ojas – Energia vital. A energia que flui através de Lakashim. Ojas se refere à fonte pessoal de vida, canalizada através dos chakras.

Okox – Comunicação espiritual. Extáticos realizam okox através da possessão e do transe comunicativo, com a consciência humana expandindo ou fugindo para permitir que um espírito entre na mente humana.

Rasarnava – Um manuscrito Tântrico do século 12 que trata da transmutação de metais – alquimia indiana.

Sahajiya – Nome antigo para os Cultistas da Idade Média e Renascença.

Shakta – Para o Culto do Êxtase, a contraparte masculina da energia de Shakti. Em contraponto, esta energia é focada e controlada. Fundir Shakta com Shakti leva a todas as energias da criação.

Shakti – A deusa hindu da energia ou do poder. Além disso, um termo para o poder criativo que brota dessa deusa. Surgindo atravês de práticas Tântricas, Shakti leva à libertação espiritual. Esta energia é ilimitada e selvagem.

Siddhu – Um místico indiano; um peregrino sagrado.

Siva (Shiva) – Um deus hindu, frequentemente considerado a contraparte masculina de Shakti. Para o Culto do Êxtase, Shakta.

Tantra – Documentos pós-Védicos que lidam com ritos religiosos, construção de templos e refinamentos da saúde, mas também que explicam metafisicamente as práticas de desenvolvimento espiritual e mágico. O Tantra cria um conjunto de práticas opostas através do qual uma pessoa pode alcançar libertação espiritual. O termo significa “tear”, provavelmente decorrentes da natureza interligada de suas práticas opostas. Dakshinacara é o caminho de sua mão direita, o que reforça a libertação por meio de servir um ser superior e a recusa da casca mundana, física. Este caminho gira em torno de mantras, meditação e mortificação. Vamacara é o caminho de sua mão esquerda, que se concentra na comunhão extática com a energia interna de Shakti ou a divindade exterior de outros seres. Cópula ritual, dança e yoga formam o núcleo das práticas do caminho esquerdo.

Vedas – Escrituras sagradas hindus.

Yantra – “Instrumento”. Uma forma muito complexa e linear de mandala usada como auxiliar na meditação. Seguindo a forma do yantra, combinado com yoga, ajuda a focar o postulante nos passos da iluminação.

Zeitgeist – O espírito de uma era. Cultistas que estão familiarizados em falar com espíritos podem se comunicar com espíritos que se formam a partir de ideologias tão potentes que assumem a imagem de um período específico da história.

Fonte: Tradition Book Cult of Ecstasy Revised – páginas 10-11
Tradução: Eva

Sobre Eva

Tradutora, revisora, escritora e sonhadora. Anarcafeminista em constante estado de amor e horror com o mundo. Editora no Livro dos Espelhos.

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