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Grécia e os Chakravanti

16/01/2012

Seguindo o legado de Alexandre de volta à sua fonte, os sacerdotes da morte dos Crakravanti possuem práticas que acompanham suas contrapartes Olimpianas mais populares.

Enquanto que a maioria dos Helênicos temia a morte e vissem o trabalho do destino nas travessuras caprichosas dos Deuses do Olimpo, aos adoradores dos Ctônicos (os deuses do Submundo) são atribuídas crenças mais sóbrias. Desgraça e morte eram forças primordiais que raramente exibiam os movimentos vigorosos dos Olimpianos, mas obedeciam a um propósito maior do que os homens ou os deuses.

Os Ctônicos incluem:

Hades: Irmão de Zeus e de Poseidon, a Hades foi dado o Submundo quando os três clamaram para si o governo divino do cosmos. Ele governou sozinho em um reino de sete rios até o seu casamento com Perséfone: Aqueron, o rio da tristeza; Cócito, o rio das lamentações; Lete, o rio do esquecimento; Flegetonte, o rio de fogo; e Estige, o rio do ódio. Alguns Eutanatoi modernos veem isto como uma metáfora para as Legiões dos Mortos organizadas pelo agora extinto* Império de Estígia, mas outros tratam os rios como metáforas para o karma destrutivo.

Perséfone: Hades estava tão apaixonado pela filha de Zeus e de Deméter que a sequestrou, arrastando Perséfone para o Submundo. Deméter (deusa da fertilidade) deixou as colheitas murcharem enquanto procurava freneticamente por sua filha. As Parcas decretaram que Perséfone estaria livre, desde que nenhum alimento do Hades tivesse tocado seus lábios, mas ela aceitou uma romã oferecida por seu captor e assim estava presa a ele. Para prevenir a destruição do mundo, Zeus dividiu o ano em estações de crescimento e morte. Na primavera Perséfone voltaria para o Olimpo, mas o outono a levaria de volta ao submundo.

Este mito é particularmente significativo para os Eutanatoi, principalmente para o Círculo da Romã. Muitos magos da morte veem o mito como uma metáfora para a Roda e o usam em rituais.

Tânato: A Morte raramente é personificada, embora Hércules tenha lutado com ela pelo direito de entrar no Submundo. Ainda que às vezes ela apareça como um homem de manto negro e feições sombrias, ela é mais frequentemente descrita como uma força impessoal – um servo das Parcas a quem até mesmo os Olimpianos devem deferência.

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Hekáte: Hekáte (ou Hécate) é a deusa da encruzilhada e das viagens noturnas, assim como a mãe do monstro Cila e patrono de Medeia. Eutanatoi modernos honram-na nestes cruzamentos quando querem invocar os seus poderes: receber visões, adivinhação e conduzir almas.

As Erínias: Tradicionalmente consideradas em número de três; estas são as Fúrias que infligem as punições dadas tanto pelos deuses quanto pelas Parcas. Ao executarem os decretos das Parcas, nenhum Olimpiano, ou Ctônico pode interferir.

Radamanto: O irmão gentil e justo do tirano Minos e do feroz Sarpédon, Radamanto foi encarregado de julgar os mortos da Ásia após sua morte na queda da antiga Creta. Ele é o padroeiro dos Cavaleiros de Radamanto e simboliza o seu próprio compromisso de julgamento justo.

Caronte: O Barqueiro dos Mortos aceita dois óboli (as moedas gregas “óbolos” dão seu nome para a moeda corrente de almas do Submundo) para o pagamento da passagem. Os antigos muitas vezes enterravam um corpo com uma oferenda para Caronte, e esta é a origem da expressão “por moedas em seus olhos” (ainda que muitas vezes as moedas fossem colocadas na boca). O homem branco, de cabelo mirrado (às vezes barbudo, às vezes mascarado) guia um esquife ao longo do rio Estige.

Estudiosos Eutanatoi também conhecem Caronte como o ex-governante do Submundo Ocidental. Diz-se que ele criou uma classe de espíritos semidivinos chamados de Barqueiros para auxiliar as almas presas nas tempestades que assolavam as terras e os mares dos mortos. Há muito desaparecido, o império de Caronte se despedaçou na tempestade de almas do Reckoning. Eutanatoi que viajam na Tempestade ficam de olho nos Barqueiros, pois eles conhecem as rotas mais seguras através do caos negro.

As Moiras: As três Parcas são Átropos, Láquesis e Cloto. Filhas da Noite, residem em uma fortaleza de bronze entalhadas com tudo o que ocorre no mundo. Como representantes do Destino, seus decretos não podem ser desobedecidos por qualquer ser, nem mesmo por Zeus. Cloto tece o fio da vida, Láquesis o mede e atribui a cada fio o seu destino e Átropos o corta, enviando homens e mulheres para a morte. Diz-se que Tiquê, deusa da sorte, era irmã das Moiras, mas não se adaptou bem aos seus trabalhos sérios.

Para os Eutanatoi, as Moiras representam a face espiritual do Ciclo. Às vezes as ordens das Parcas são dolorosas de se seguir, mas fazer qualquer outra coisa seria tirar o cosmo de seu equilíbrio.

Fonte: Tradition Book Euthanatos – página 23
Tradutora: Eva

Sobre Eva

Tradutora, revisora, escritora e sonhadora. Anarcafeminista em constante estado de amor e horror com o mundo. Editora no Livro dos Espelhos.

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