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Familiares – How To

07/02/2012

PixelDust olhou para o grosso livro em latim que tinha diante de si, e esfregou os olhos. Fora difícil, mas finalmente conseguira extrair todo o blá blá blá desnecessário, e fazer uma FAQ consistente, e ainda assim, resumida, acerca dos familiares. Tudo bem, seria injusto dizer que tudo veio daquele livro – muitas perguntas foram feitas ao Capitão Trevor, seu irmão. Mas lá estava.

Então você decidiu que quer um familiar! Este pequeno manual vai lhe explicar tudo o que precisa saber. :D Então sente-se, e preste atenção: THIS IS SERIOUS BUSINESS!

Por quê eu ia querer um familiar?

Ei, Sherlock. Há bons motivos! Além de ser um amigo com o qual você realmente pode compartilhar suas experiências e seu Caminho, familiares podem ensinar muito – e ajudar com tarefas específicas. Além disso, parecem ter a habilidade de comer o paradoxo em uma determinada quantidade, ajudando o mago a não explodir tão cedo. :P

De onde os familiares vêm?

Bom, eles não nascem em árvores – não inteiros, ao menos! Familiares começam como espíritos – eles vêm da Umbra, e nem sempre conseguem se manifestar por muito tempo fora dela. Você precisa ter em mente o tipo de espírito com o qual quer se ligar – afinal, todos eles são diferentes, com poderes e conhecimentos únicos. Depois de decidir, obviamente, é necessário encontrar o espírito. ;) E então a parte mais divertida: negociar com ele. Afinal, achou que o espírito pularia de braços abertos esperando ser preso na carne? Veja bem, a maioria está feliz com a situação que tem, então você precisa oferecer algo que o espírito não tenha. Alguns são seduzidos pela oferta de quintessência e um lugar confortável pra morar, e espíritos menores tendem a achar vantajoso ser um familiar, por ganhar experiência e poder com o tempo. Espíritos mais poderosos, no entanto, precisarão de uma oferta maior. Uma cama confortável, beber apenas água mineral, celibato da parte do mago, um computador inteiramente novo, livros de ocultismo a cada lua cheia… quem sabe? A oferta e mesmo a demanda – do espírito pode variar imensamente de tipo para tipo, e de indivíduo para indivíduo. Mesmo o corpo ao qual o familiar ocupará pode ser uma exigência…

Conseguindo um corpo

Como eu já disse no item anterior, alguns espíritos preferem simplesmente habitar em corpos parecidos com os que já possuíam na Umbra. Algumas exceções existem, é claro. Conheço uma barata elétrica feliz em ser um coelho, e uma aranha padrão que se tornou uma iguana bastante blasé. Aparentemente, os familiares se tornam cada vez mais parecidos em personalidade com os corpos que habitam.

Importante dizer também que não existe só uma forma de criar um corpo. O meu próprio familiar recebeu uma ajudinha para entrar no mundo físico, e então através de Primórdio se tornou esse corpo permanente (se estiver lendo isso, Alexandre, obrigado. <3). Ou pode-se criar um corpo – ou usar um já existente. O corpo pode ser criado através de uma mágika realmente avançada de Vida, ou avançada de Matéria – ei, criar um corpo próprio não é fácil! No segundo caso, o corpo é aquele de um robô – ou construto, para os politicamente corretos e sem senso de humor. O terceiro caso…ehr. Bom, existem casos de corpos mortos (e, portanto, desocupados de um espírito, segundo consta) sendo ocupados por familiares. Ouvi relatos de casos de possessão de espíritos sobre corpos se tornando permanentes – mas desnecessário dizer, a menos que seja um barabbus, não é exatamente uma boa idéia. E segundo o Capitão Trevor, que me ajudou com algumas infos, mesmo tentar ocupar um corpo pré-existente cujo espírito ainda esteja lá é algo extremamente negativo – afinal, o outro espírito vai acabar “morrendo” – seja lá o que isto signifique pra eles.

E então, depois de termos um espírito devidamente cooperante e ansioso por colocar as garras/bico/mãos/presas/rodas/cabo USB na sua quintessência e um corpo, o que acontece? Um elo deve ser formado entre os dois, por uma mágika poderosa de Espírito e Primórdio. Se prepare pra gastar algum Suco, não é um processo free. ;P O curioso desse elo é que com o tempo, ele se torna mais profundo – o familiar se torna cada vez mais parte do mago, mais parecido. Chega a ser possível saber o que o outro sente simplesmente por sentir a informação na própria mente, ou saber onde está.

Depois desse lindo, demorado e épico processo, você finalmente obteve seu familiar. <3

COMO cuidar dele?

Bom, Daisy, devia ter pensado nisso antes. Familiares são aquilo que chamam de taunívoros – ou seja, eles se alimentam de Quintessência. Alguns precisam de muito mais dela que outros para finalmente se darem por satisfeitos. Familiares em corpos vivos, além disso, precisam de comida, água… e construtos de recarga em sua energia elétrica. Todo familiar precisa também de cuidados extras: manutenção de peças, visitas ao veterinário, anti-pulgas, um lugar para dormir… cuidados mais específicos podem ser desejados, tanto para seu lazer quanto aprendizado – afinal, não é uma via de mão única! É bom pensar em dar pequenos presentes também. Afinal de contas, seu melhor amigo estará lá para você a vida toda, é bom mantê-lo satisfeito. (E essa parte foi reforçada pela pequena Latoya, minha familiar, melhor amiga e o poodle rosa mais magnífica do mundo!)

PixelDust – ELITE
Autor: Emi
Revisão: Eva

Sobre Colaboração

Artigos publicados por leitores ou ex-autores do blog, que gentilmente colaboraram conosco ao longo dos anos. Artigos de opinião não necessariamente expressam a opinião das autoras do blog; traduções e resenhas têm suas informações checadas.

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