Drive Thru RPG

Eshu – Changeling: O Sonhar

30/10/2012

Isso soa como uma aventura, mas eu tenho uma história que vai sobrepujar esta! Passe-me um pouco deste vinho aromático, e eu vou te contar…

Pronúncia: E-xú

Os Eshu personificam o espírito da aventura. Originalmente descendentes de antigas tribos da África, Índia e sua terra natal, na Caldéia, os Eshu podem agora ser encontrados em qualquer parte do mundo. Quando deixaram suas terras natais, os Eshu se estabeleceram pelo mundo e vagaram onde quer que seus sonhos os levassem. Consumidos pelo desejo de viajar, valorizam as características que garantem a sobrevivência na estrada, como o charme, a perspicácia e a criatividade. Após milênios destas viagens, eles aprenderam a se adaptar e a adotar as culturas que encontraram. Isso os tornou talentosos na criação de canções e ao contar histórias realmente surpreendentes.

A reputação dos eshu os precede. Aprendendo a viver por sua inteligência, um sábio viajante sempre olha de um certo ângulo. Se isso significa executar bem um golpe, que assim seja. Para o eshu, isso funciona para os dois lados. Se alguém consegue enganar um eshu, certamente é alguém digno de respeito. Tais trapaceiros são bem recompensados por seu feito; afinal, de que outra forma o eshu aprenderia novos golpes?

A curiosidade e a vaidade de um eshu pode causar-lhe todo tipo de problema. Por esta razão, os eshu demoram a confiar e tendem a manter seu próprio ponto de vista. Suas cerimônias sagradas são realizadas longe de outros Kithain, e apenas alguns poucos companheiros de viagem são convidados a participar. Um convite para um festival eshu é uma honra difícil de se conseguir.

Contadores de histórias, bardos, comerciantes e vigaristas, o povo inquieto usa a sabedoria de mil viagens para guiar suas Artes. Artes performáticas lhes servem melhor, pois os eshu consideram que o espírito do momento é tudo. Qualquer um que forneça ao eshu novos contos, boas canções ou danças, uma intermediação feliz ou uma bebida forte é tratado como um companheiro querido… até que o espírito do momento passe. Inspirados por esta alegria, eles seguem em frente e procuram por aventuras ainda maiores. Outros Kithain podem pensar que eles são inconstantes, mas quem se importa? Aquele que não pode seguir o caminho é melhor ser deixado para trás.

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Os eshu seguem estes caminhos com orgulho e impressionar os outros é importante para os de seu tipo. Mera sobrevivência não é o bastante – um eshu deve ter classe. Dignidade é tudo para eles, mesmo que isso envolva uma definição ímpar de “auto-suficiência”. Um eshu vai ficar sem comida e sem abrigo caso aceitá-los signifique abandonar seu orgulho.

Sempre que possível esses Kithain vestirão trajes e joias esplêndidos que outros consideram exóticos ou chamativos. Para se misturar, eles experimentam as artes e modas locais e rapidamente aprendem a imitá-los. Uma vez que sintam terem aprendido o suficiente, eles guardam o conhecimento consigo. Seja rico ou pobre, cada eshu traz consigo a sabedoria coletada em todas as suas viagens. Independente daqueles que os outros chamam de duques ou reis, os eshus se consideram os príncipes das estradas.

Aparência: Apesar de existirem eshu de todos os tipos raciais, a maioria possui pele negra, cabelo preto e olhos pretos ou azuis-escuro. Eles tendem a ser altos e musculosos, com membros longos e traços finos. Qualquer que seja a moda que sigam, os eshu são sempre elegantes e charmosos, embora tendam a favorecer lenços e sedas com um sabor do Oriente Médio ou africano. Diz-se que a própria aurora do tempo pode ser vista ao se olhar nos olhos de um eshu.

Estilo de vida: Eshu estão sempre em movimento. Seu desejo de viajar os leva a qualquer lugar e a todos os lugares. Repórteres, apostadores, diletantes – qualquer acordo que lhes permita viajar lhes serve bem.

  • Infantes são melhores seguidores do que líderes. Sempre atenciosos e educados, são cheios de perguntas e observações. Porém, eles são principalmente solitários e nunca seguirão o mesmo adulto por muito tempo. Muitos preferem viver como fugitivos ou clandestinos.
  • Estouvados acreditam que as maiores aventuras ainda estão por vir. Um jovem herói poderia estilizar a si mesmo como qualquer coisa, de uma deidade africana moderna a um andarilho engenhoso. Qualquer lenda de um grande herói é um desafio para que ele a sobrepuje.
  • Rezingões tendem a preferir alguns locais para os quais voltarão outra vez e outra vez. Eles aprendem a se estabelecer em cada lugar por tempo o bastante para trocar histórias de feitos já realizados; seus círculos bárdicos são lendários.

Afinidade: Cena

Direitos de Nascença

  • Espírito da Trajetória: Os Eshu têm um incrível senso de direção e um excelente timing; eles sempre parecem chegar em seus destinos nos momentos mais oportunos. O caminho que um eshu segue é sempre o caminho mais interessante possível, cheio de perigo e desafio. Os Seelie triunfam justamente sobre a adversidade; os Unseelie deixam amargura e desgraça em seu rastro. De qualquer maneira, as histórias sempre valerão a pena! Não importa o que ele encontra ao longo do caminho, um eshu sempre encontrará seu caminho até seu destino… eventualmente.
  • Arte dos Contos: Sempre que um eshu encontra uma aventura de verdade, ele se torna mais sábio e seu repertório de histórias cresce. Personagens eshu ganham um ponto de experiência adicional para qualquer sessão em que aprendam uma nova história fantástica ou em que realizem uma façanha incrível. (Trapacear um dragão quimérico ou enganar um nobre altivo são dois exemplos de tais proezas.)

Eshu nunca tiram falhas críticas em testes envolvendo Performance ou Empatia.

Fragilidades

  • Imprudência: Confiança e curiosidade são traços de nascença. Os eshu não podem resistir a um desafio, aposta ou busca se houver um modo de sair dele vivo. Eles não são estúpidos – não vão entrar em missões suicidas – mas acreditam que sua sorte pode levá-los a atravessar qualquer dificuldade.

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Fonte: Changeling: The Dreaming 2nd Edition – páginas 90 e 91
Tradutora: Eva

Sobre Eva

Escritora, tradutora e revisora, bruxa feminista, maga da Dragão Brasil, Oráculo do Livro dos Espelhos e editora da Aster Editora.

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