Drive Thru RPG

Das Alegrias de Ter um Mago de Arete 2

31/07/2012

Apesar de ser tentador ter um personagem super poderoso do qual possamos comentar memoravelmente, que possa realmente transformar vampiros em cadeiras de jardim e tome chá regularmente com Porthos, Senex e Dante… bom, nem toda história precisa ser assim. Esse texto busca mostrar um pouquinho sobre as possibilidades de um jogo de Mago: A Ascensão onde seu personagem não saiba – absolutamente – grande coisa nenhuma a respeito do universo e tudo o mais. Jogar com um novato (ou aprendiz) significa estar disposto a ver o universo inteiro como um mundo de possibilidades infinitas e desconhecidas, e cada beco escuro como um novo obstáculo a ser cruzado – afinal de contas, quem sabe lançar uma bola de fogo?

De todos os meus personagens (e a essa altura de minha vida, as fichas já são uma pequena pilha em minha mesa), talvez a que mais tenha me desafiado – e me divertido – tenha sido uma novata dos Adeptos da Virtualidade que suou a camisa para ter seu Arete 2. Apesar de certamente conhecer personagens e NPCs muito mais poderosos, lá estava ela, com seu pequeno ternário, seu familiar de um ponto e cuja ficha mais lembrava um amigo substituto que uma máquina de guerra e espionagem, pronta para ser atirada em um mundo de maquinações, inimigos diversos e, sobretudo, mágika. A grande graça de ser um novato talvez seja essa: a de ver a mágika como uma possibilidade nova e esperançosa, de onde podemos tirar conforto, e claro, poder. Mas que poder é esse, perto daquele de Hit Marks e aquele seu amigo Hermético que explode tudo cada vez que espirra? Bom, você ainda está pontos e pontos além de qualquer humano. Ver a realidade nua e crua significa bem mais do que simplesmente o poder de manipular a mágika. O simples conhecimento da natureza transformável da Tellurian torna os magos em criaturas além de qualquer outra. Então por que não se alegrar e se desafiar a usar os dons sobre-humanos – mas não tão superpoderososo assim – e se deixar alegrar a cada passo certo? A cada maravilha descoberta?

Lembro-me de um jogo onde um dos personagens, por tédio e por querer alegrar uma pequena aprendiz, decidiu fazer malas voarem, imitando o feitiço ‘Wingardium Leviosa’ de Harry Potter. Algo tão comum para alguém já inserido no universo foi um ponto alto de uma semana para a aprendiz, que ficou encantada com as malas voadoras. Em outra ocasião, outro personagem se encantou em ver, pela primeira vez, a Capela onde estudaria – e finalmente a ficha caía de que haviam outros como ele, de que haveria com quem conversar e estudar, a possibilidade de explorar uma biblioteca com seus muitos tomos antigos – mais do que a possibilidade de finalmente aprender a se teleportar corretamente.

O Mundo das Trevas pode ser visto como um imenso parque de diversões. Saber onde suas atrações favoritas estão é certamente um atalho divertido… mas explorá-lo ao acaso, permitindo a visão de cada novo brinquedo, cada novo estande de comida e cada pessoa ali consigo, possa ser uma nova realidade. Avançar muito aos poucos, permitindo que seu personagem não tenha apenas suas Esferas para contar, mas cada experiência de sua vida, seja ela magikamente inundada ou não, contada em uma história, é uma ideia divertida e desafiadora. ; )

 

Autora: Emi
Revisora: Eva

Sobre Colaboração

Artigos publicados por leitores ou ex-autores do blog, que gentilmente colaboraram conosco ao longo dos anos. Artigos de opinião não necessariamente expressam a opinião das autoras do blog; traduções e resenhas têm suas informações checadas.

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