Drive Thru RPG

Conto: Sobrevivendo no Sangue – Parte 1

08/04/2012

Havia ainda sangue incrustado na parede, o sol finalmente havia se posto e eu podia vê-la despertar…maldição! não quero ver essa vagabunda nunca mais, eu a amava e ela se entregou para aqueles idiotas com presas patéticas, eu nunca vou perdoá-la.

Saio pela rua enquanto trago calmamente meu cigarro… eu Despertei cedo demais, apenas 12 anos… eu lia Byron no momento. Meus pais nunca entenderam meus dons e depois que meu tio resolveu me levar para uma escola eles acharam que eu era alguma aberração demoníaca, eles me negaram e meu tio me acolheu por interesse, um Hermético de merda que fez eu passar alguns anos aprendendo toda aquela Arte sem glamour e Arte, obviamente eu me revoltei e joguei tudo para o alto, as festas góticas e o contato com as pessoas certas me levaram para o caminho que eu trilho agora. Os Herméticos blasfemam meu nome e caem na risada quando olham as minhas roupas, eu tenho dó deles por acharem que a Arte tem uma padronização.

Entro em minha casa e vejo meu gato por lá, é dia de alimentá-lo… ele entende meu desespero e me pergunta o que aconteceu… respondo com a voz oscilando que fiz o que tinha que ser feito, ela tentou me manipular e eu tive que matá-la… ela se corrompeu de um jeito que eu odeio pensar, ponho em seu comedouro carne misturada com ervas que deram um trabalho espetacular para conseguir, valeu a pena… posso contar com pelo menos um amigo nesse mundo.

Eu saio e vou até a minha Cabala, preciso falar com o Eutanatos de lá… ele tem que me entender, tem que me apoiar, sinto que ele o fará… ainda não me perdôo por ter feito o certo, eu só queria ela viva e imaculada, só queria que as noites fossem as mesmas de uns anos atrás, além dessa merda toda ainda tenho a Tecnocracia na minha bota o tempo todo, estou marcado para morrer e adoro esse risco… encontro minha Cabala no cemitério da cidade entre as tumbas de sempre… foi o local que achamos para nos alojar, e uma dúzia de contatos facilitou a nossa vida para fazermos daquele local o nosso espaço.

Eu conto para eles rapidamente e tomamos as nossas decisões, agiremos conjuntamente a partir daqui contra tudo o que nos ameaçar, o Eutanatos me dá um abraço e diz que entende minha dor, ele nunca se mostrou sensível a ninguém e eu sou um Vazio…nunca achei que isso aconteceria.

Pegamos a van e partiremos para a base dos malditos ternos pretos, morreremos provavelmente, mas se ficarmos parados morreremos de qualquer maneira….

Autor: Vivas

Sobre Colaboração

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