Drive Thru RPG

Compêndio de Horror – Horror de Diversão Selvagem!

13/04/2016

capa-compendiodehorrorswComo espero que todo jogador de RPG já saiba, desde sexta-feira está rolando o financiamento coletivo dos Compêndios de Savage Worlds que a galera da Retropunk está fazendo (e se você não sabia, aproveita e dá uma corridinha lá!). E dentre os inúmeros assuntos que eu amo, claro que fui direto no que trata do que sempre atraiu minha atenção – o Compêndio de Horror.

Eu tive a sorte de dar uma espiada no Compêndio de Horror e trouxe para vocês algumas informações bacanas que estão por lá, e que vão cair bem para qualquer sistema que vocês queiram jogar (embora eu esteja me aventurando pelo Savage Worlds ao longo dos últimos meses e esteja me divertindo muito, e possivelmente vou trazer um pouco mais desse sistema pra vocês por aqui, estejam avisados. Sistema mais que recomendado!).

Em uma das palestras que dei ao longo dos últimos anos, em algum momento tocamos na importância de jogar outros sistemas e cenários para aprimorar nossos jogos e ampliar nossas experiências. Vem comigo, gente?

Capítulo 1 – Os Personagens

Você quer ser o herói que salva as vítimas dos monstros? Ou quer ser o próprio monstro? Não importa! Temos aqui novas Complicações, vantagens para os heróis, como Amaldiçoado, São Tomé (aquele que precisa ver pra crer!), Necromante e Mente Sã, que prometem ampliar a gama de personagens e permitir que joguemos qualquer tipo de aventura. Inclusive tem uma que eu estou pensando aqui para Savage Worlds que eu tenho certeza absoluta que fica legal, hm? Quem sabe eu não teste… (se vocês colaborarem, a gente testa junto! Uma das metas é uma aventura escrita por mim ;)

Além dos heróis, tem também coisas para os diversos tipos de monstros (ou “crianças da noite”, como são chamadas no Compêndio). Assim, torna-se possível desenvolver sem grandes dificuldades personagens anjos, fantasmas, golens, vampiros e muito mais, para tocar o terror nos pobres NPCs – ou buscar a redenção, quem sabe.

As possibilidades para jogos de horror aumentam exponencialmente, e junto com o básico, a gente vai poder gerar diversos personagens de tudo quanto é tipo para jogos inominavelmente selvagens.

Capítulo 2 – As Ferramentas

Você quer que seu caçador tenha uma pistola de água benta? Uma câmera Kirlian? Dê uma passadinha aqui se você quer dar uma olhada no kit ideal de todos os caçadores. Os monstros que se cuidem!

Capítulo 3 – Regras

Aqui você vai encontrar pequenas regras de ambientação. Como que faz com os baldes de sangue que gotejam do teto?  E o horror cósmico que leva a perda de sanidade?  Vai um conhecimento proibido e que pode levar alguém a perder algo mais importante que a vida? Como fazer tudo isso funcionar em Savage Worlds?

Prepare seu ritual e não se esqueça de ler este capítulo com atenção.

Capítulo 4 – Magia

Vodu? Necromancia? Contatos extraordinários com entidades além da compreensão? O capítulo 4 traz as regras e muitas ideias de magias que podem elevar o horror das aventuras que usam o sistema Savage Worlds a algo mais. Sente-se, relaxe, prepare seu caldeirão e descubra desde como consagrar solo sagrado a fazer com que seus inimigos tenham pesadelos horrendos, testando a sanidade alheia.

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Capítulo 5 – Itens Arcanos

Aqui está uma das minhas maiores fraquezas: coisas brilhantes (e mágicas)!  Você vai encontrar a regra de criação de itens arcanos tanto para jogadores quanto para mestres, além de itens prontinhos para pegar e usar. Como bem sabemos, um dos clássicos é que campanhas inteiras sejam formatadas ao redor de objetos mágicos interessantes (no mínimo), ou então a recompensa ideal para uma campanha bem sucedida.

Vai um bisturi do Estripador ai? E um grimório? Hmmm… eu gosto de grimórios. Amo livros mágicos :)

Capítulo 6 – Criaturas

Diversão dos mestres, terror dos jogadores – de monstros sanguinários a terrores espreitando nas sombras entre o imaginário e o real, aqui você vai encontrar tanto monstros para aterrorizar ainda mais seus jogadores quanto monstros que funcionam como Cartas Selvagens.

Confesso que o que eu mais odiei (o que significa que vou acabar usando em alguma aventura, porque o que eu mais odeio e me assusta é no que eu aposto para divertir meus jogadores, mas ai é assunto para outro artigo, né?) são os animais empalhados demoníacos. Sério, animais empalhados já são um negócio absurdamente demoníaco, tem como ser ainda mais bizarro? Com o Compêndio de Horror eu descobri que sim. Medo.

Capítulo 7 – Narrando

Aqui chegamos na minha parte preferido da maior parte dos livros de RPG – o capítulo de dicas para os mestres. E como o Compêndio é de horror, um estilo que pode ser muito difícil, já que qualquer brincadeirinha fora de hora ter o potencial para destruir a atmosfera de toda uma campanha, eu li este capítulo com uma atenção maior ainda que de costume.

E, mesmo com todo o Black Dog que mestrei ao longo da vida, este é um dos melhores capítulos de livro com dicas para quem quer começar a se aventurar a mestrar jogos de horror, seja de que estilo for, e empolgar seus jogadores. E ele fala de diferentes estilos de horror, o que é muito legal e ajuda demais na hora que você se prepara para criar uma campanha baseada em um cenário que é todo seu! Você quer mais ação? Horror cósmico, ou Grande Mal? Você quer uma atmosfera ainda mais sombria? E seu cenário, em que tempo e lugar vai funcionar? Quais os paradigmas sobre o quais seu mundo ficcional vai funcionar? Como essa civilização se desenvolveu, e chegou ao que é no tempo em que seus jogadores correm por ele? E os segredos, são facilmente acessíveis ou todo mundo precisa suar para recuperar um pequeno fragmento?

Aqui, você vai encontrar essas questões e muitas outras, amplamente discutidas e com sugestões, incluindo ideias de aventuras que você pode desenvolver para criar uma aventura exclusiva para seus jogadores.

Considerações Finais

É um livro que eu VOU ter na minha estante. Ponto.

Um dos pontos mais que positivos do financiamento coletivo que a Retropunk está fazendo dos Compêndios é a possibilidade, como meta, de termos uma edição revista impressa do módulo básico. Na minha opinião, nada se compara a ter o livro em papel nas mãos, e poder pegar nele, ter o prazer da leitura, e de levá-lo para a mesa para que meus jogadores possam consultá-lo.

Devo contribuir em breve com o financiamento coletivo. E vocês, o que acharam? Vão entrar nessa comigo e ajudar a gente a conseguir mais livros para Savage Worlds? Vão nos ajudar a liberar mais aventuras – incluindo uma aventura minha, que está sendo escrita pensada em vocês, com todo carinho do mundo?

Até a próxima!

Sobre Eva

Tradutora, revisora, escritora e sonhadora. Anarcafeminista em constante estado de amor e horror com o mundo. Editora no Livro dos Espelhos.

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