Drive Thru RPG

Brujah Antitribu

16/09/2012

Merda! Você viu como o braço daquele cara pulou fora? Eu nem puxei direito! Essas malditas bolsas de sangue me deixam louco.

Durante a Revolta Anarquista, os vampiros jovens do Clã Brujah foram os primeiros a se engajar na causa. Os anciões do Clã, depois de um interesse passageiro em desafiar o status quo de outros anciões, chegaram à conclusão de que os anarquistas estavam errados. Depois de muito debate e pose, os anciões e as crias leais do Clã Brujah viraram as costas para os “perigosos e fanáticos” vampiros que se autodenominavam anarquistas. Com isso, os anarquistas Brujah – que se recusaram quase unanimemente a se curvar diante da Convenção dos Espinhos – guardaram grande mágoa contra a corrente principal do Clã e apoiaram o Sabá com fervor. Diferente dos Brujah da Camarilla, os Brujah do Sabá têm, muitas vezes, um sentimento muito forte em relação à sua seita – enquanto os Brujah da Camarilla lamentam seus anciões apáticos e passam suas noites lutando em estacionamentos de clubes noturnos de punk rock, os Brujah antitribu deixaram a Grande Jyhad para os anciões e os Antediluvianos.

De todos os Clãs do Sabá, os Brujah antitribu são provavelmente os mais parecidos com o seu Clã de origem, com algumas diferenças notáveis. O Clã não somente defende sua seita com entusiasmo como também toma parte ativa na conquista noturna e na Jyhad que se tornou o esforço de guerra recente do Sabá em um sucesso tão grande. Embora algumas influências possam ser marcantes, a turbulência sanguinária existente nos Brujah antitribu não indica uma falta de intelecto ou profundidade por parte deles.

Compre o Guide to the Sabbat

Os Brujah antitribu são soldados de infantaria eficientes e compõem tropas de choque brutais para o Sabá, encontrando grande conforto nesse papel. Impiedosos e cruéis até o âmago de seus seres, os Brujah antitribu apreciam suas funções marciais.

Os Brujah do Sabá não são como os numerosos membros da seita que não pertencem aos clãs Lasombra ou Tzimisce pelo fato de não estarem nem um pouco dispostos a terem uma visão mais ampla das coisas. Eles pegam o que querem, quando querem, seja uma nova cria, recipientes desejáveis, uma parte nos negócios corruptos da cidade ou dinheiro no bolso, e azar de quem estiver em seu caminho. É comum os outros vampiros do Sabá considerarem os Brujah antitribu como inferiores ou sem classe, enquanto o Clã vê a si mesmo como aquele que mais se aproxima da ideologia original da seita – a liberdade.

Ultimamente, muitos Brujah antitribu têm ficado frustrados com a liderança antiquada dos Lasombra e dos Tzimisce e vêm fazendo seus próprios planos e conquistando suas próprias vitórias. Muitos dos membros do Clã encontram seu lugar entre os Legalistas, enquanto outros conseguem transcender seus impulsos atávicos para se tornarem membros produtivas da Mão Negra ou da Inquisição.

Apelido: Brutos

Aparência: Os Brujah antitribu gostam de assustar aqueles que os observam. Penteados e cortes de cabelo chocantes, piercings dolorosos, tatuagens e roupas surradas são, todos, marcas que identificam seus membros. Alguns bandos compostos exclusivamente de Brujah antitribu adotam estilos similares de roupas, como as gangues urbanas, enquanto os Brutos mais solitários têm uma tendência a usar o que quer que faça com que aqueles que estão à sua volta se sintam desconfortáveis. Os membros deste Clã podem parecer punks, membros de gangues, mafiosos, mercenários ou qualquer outra coisa que os atraia.

Disciplinas do Clã: Rapidez, Potência, Presença

Fraquezas: Da mesma forma que os Brujah da Camarilla, os membros do Sabá têm a mesma inclinação e paixão morta-viva pelo arrebatamento que corre em suas veias. Todas as dificuldades do frenesi são aumentadas em dois para os personagens Brujah antitribu, até um valor máximo igual a 10. Eles têm uma tendência a se ofenderem menos do que seus irmãos da Camarilla ao serem criticados por seus modos radicais e muitos deles sentem um prazer perverso em demonstrar seu temperamento sempre em ebulição.

Fonte: Guia do Sabá 3a Edição – páginas 56 e 57 (trechos escolhidos)
Revisora: Eva

Sobre Eva

Escritora, tradutora e revisora, bruxa feminista, maga da Dragão Brasil, Oráculo do Livro dos Espelhos e editora da Aster Editora.

Ver mais artigos de