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>As Nove Paixões de Tali Eos

08/01/2012

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As Nove Paixões Sagradas é um documento de autoria de Tali Eos do Culto do Êxtase (então chamados de Videntes de Cronos). Este documento descreve nove formas de paixão que são todas caminhos para Lakashim.

De acordo com esta doutrina, todas as emoções são boas, e a única paixão realmente ruim é a “falta de paixão”. No entanto, nem todos os sentimentos devem ser usados desenfreadamente. O truque é, como sempre, auto-disciplina. Não há nada de errado com o que você sente, você deve sentir. Porém, o que faz com o que sente é outra coisa.

Tali Eos definiu as Nove Paixões sagradas como:

Alegria (ou Deslumbre): O sentimento fundamental de excitação diante de algo novo, bonito ou cativante. O sentido de alegria ou deslumbramento guia rumo ao descobrimento. No entanto também nos cega aos potenciais perigos de algumas dessas fantásticas experiências.

Empatia (ou Simpatia): O sentimento de empatia faz com que coloquemos o Eu no lugar do Outro. A partir disso, pode-se compreender sua dor, o que motiva alguém a atos de caridade e compaixão. Muita simpatia, no entanto, leva a relevar os erros daqueles que cometem atos terríveis.

Luxúria (ou Ambição): As paixões do desejo empurram a humanidade para frente, a fim de conquistar o que tanto ambiciona. Humanos querem se elevar, atingir toda forma de plenitude. Luxúria por riqueza, conforto, sexo, conhecimento impulsiona a humanidade, mas também pode levar a conflitos relacionados aos objetos de desejo e algumas vezes cega as pessoas ao valor da busca ao invés da posse em si mesma.

Pesar (ou Tristeza): Através da dor, podemos sentir remorso e aprender com os erros. A paixão da tristeza nos lembra dos erros que cometemos e da grandeza do passado. Muito pesar, no entanto, e fica-se paralizado pela indecisão e pelo medo, incapaz de se seguir em frente por causa da chance de repetir a tragédia.

Medo: A paixão do medo várias vezes provém de outra paixão, e possui muitas analises devido à sua inclusão no Código de Ananda. Alguns Cultistas buscam superar o medo, mas ele é uma paixão muito saudável que nos lembra de manter a cabeça no lugar. Como a tristeza, muito medo leva à prostração. Acima de tudo, um Cultista deve conhecer e abraçar o medo, para, assim, poder superá-lo a fim de romper os limites do êxtase.

Ciúmes (ou Inveja): Ainda que muitos consideraram o ciúmes como uma paixão negra, ela leva os indivíduos a se superarem. A inveja dos grandes talentos ou posses de outros podem levar à prática, à dedicação e ao trabalho. Isso também pode motivar o assassinato e a ruína se o ciúme inspirar a destruição do objeto de desejo.

Ódio: Quando um Cultista odeia, odeia sem remorso. É o ódio à injustiça que motiva a busca pela igualdade. O ódio ao abuso impulsiona os Cultistas a oferecer cura e esperança. O ódio pode levar alguém a erradicar o que há de negativo. O truque é não deixar que o ódio nos consuma. Se for muito longe, o ódio supera as outra paixões e leva a um caminho de destruição cega.

Fúria: Enquanto o ódio é uma emoção fervilhante, borbulhante, a fúria é uma paixão quente e inflamada. Em estado de fúria, pode-se realizar feitos de força fenomenais. A Fúria ignora a dor ou os limites humanos em busca de sua recompensa. Quando descontrolada, ela é descontada em qualquer um, voltando amigos uns contra os outros e minando os esforços da razão.

The Nine Passions of Tali Eos
Fonte: Tradition Book Cult of Ecstasy Revised – página 43
Tradução e Resenha: Eva

Sobre Eva

Tradutora, revisora, escritora e sonhadora. Anarcafeminista em constante estado de amor e horror com o mundo. Editora no Livro dos Espelhos.

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