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Ahrimanes – Vampiro: A Máscara

04/01/2013

“Nós somos a evolução da sua doença, um despertar do pesadelo de Caim. Venha, irmã. Desperte.”

A lenda estranha das Ahrimanes começa com uma Gangrel Antitribu do Sabá chamada Muricia. Presa entre o conflito de duas facções de Gangrel do Sabá, ela assistiu como seus companheiros de alcateia foram tragados para o conflito e, finalmente, mortos. Ela renunciou ao Sabá e a todo o Clã Gangrel, chamando a si mesma de “uma Ahrimane”, e apelou à magia xamânica para alterar a si mesma. Como exatamente ela fez isso ainda é um mistério. Outra teoria era de que Muricia já era uma anomalia antes mesmo de tentar seu trabalho mágico, e tinha acesso a poderes que outros vampiros não têm. Outra teoria (possivelmente mais plausível) era a de que Muricia tinha a ajuda de feiticeiros mortais que esperavam que o efeito se espalhasse por todos os Membros do mundo, esterelizando-os e prevenindo que quaisquer novos vampiros fossem criados.

Independente de sua origem, Muricia descobriu que ela não era capaz de gerar prole ou criar laços de sangue. Ela reteve, no entanto, a capacidade de transformar outros Membros (pelo menos outro Gangrel) em tudo o que ela tinha se tornado. Porém, ela manteve as características animalescas que ganhou em sua não-vida anterior, e podem ter sido seus olhos felinos que deram a alcunha à sua linhagem.

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Muricia estendeu a oferta de se “tornar Ahrimane” para toda as mulheres Gangrel que desejassem. Ela deixou bem claro que não estava interessada em realizar o processo em vampiros do sexo masculino, embora as razões específicas para isso permaneçam obscuras. Algumas Gangrel se juntaram a ela, possuindo refúgios ao sul dos Estados Unidos e evitando contato com outros Sabás.

As Ahrimanes nunca foram numerosas, e embora permaneçam nominalmente aliadas ao Sabá, Muricia deixou bem claro que elas deviam ser deixadas sozinhas. Entretanto, este isolamento pode tê-las condenado. No final de 1990, todo contato com as Gatas cessou. Os investigadores encontraram, algum tempo depois, seus refúgios vazios, e ninguém ouviu falar delas desde então. A maioria do Sabá acredita que as Ahrimanes foram destruídas, mas admitem que é possível que Muricia tenha levado sua linhagem em uma peregrinação espiritual em algum lugar fora do alcance dos Membros.

Apelido: Gatas

Seita: As Ahrimanes eram uma Seita independente, ou, mais precisamente, um grupo de indivíduos independentes. Elas se identificam mais com o Sabá do que com a Camarilla, mesmo porque elas não respondem a nenhum ancião (exceto talvez a Muricia).

Aparência: Todas as Ahrimanes eram do sexo feminino, e a maioria era de ascendência afro-americana ou nativo-americana (Muricia, aparentemente, não foi parcial com vampiros caucasianos). A maioria das Ahrimanes nunca ia a lugar algum sem armas, e iam vestidas para lutar. Muitas Ahrimanes possuíam características de animais, vestígios de seus tempos como Gangrel.

Refúgio: Muricia era uma vampira com algumas posses e comprou casas na periferia de várias cidades do sul americano (em Louisiana, Mississipi e Geórgia principalmente). Novas Ahrimanes poderiam criar seus próprios arranjos ou ficar em uma dessas casas.

Antecedentes: Todas as Ahrimanes foram Gangrel antes de sua transformação mágica. Como tal, seus Antecedentes variam, bem como suas afinidades bestiais. A típica Gangrel que se tornou Ahrimane era do sexo feminino, geralmente não-branca e frustrada com a situação em sua Seita ou cidade.

Criação de Personagem: Todas as Ahrimanes devem ter pelo menos três pontos em Mentor, para representar a orientação de Muricia. Habilidades de combate e Atributos Físicos são comuns, mas isso vem mais do passado Ahrimane como Gangrel do que de qualquer outra coisa. Da mesma forma, um ou dois pontos de Metamorfose ou Fortitude era comuns, uma vez que Ahrimanes começaram suas não-vidas como Gangrel.

Disciplinas do Clã: Animalismo, Presença, Spiritus

Fraqueza: O sangue de uma Ahrimane era inerte. Elas não eram capazes de gerar prole ou criar laços de sangue, e uma pessoa que consuma o sangue de uma Ahrimane não se torna um carniçal.

Organização: Como todas as Ahrimanes tinham a mesma “senhor”, estavam todas em dívida com Muricia. Ela não tentou controlar ou dominar suas criações, mas mantinha o controle sobre elas e as ajudava a desenvolver seus poderes de Spiritus. A linhagem era bastante coesa, como “famílias” vampíricas são, e ameaçar uma Ahrimane geralmente significa lutar contra várias.

Fonte: Vampire: The Masquerade – 20th Anniversary Edition – páginas 414 e 415
Imagem: Vampire: The Masquerade – 20th Anniversary Edition – página 414
Tradução: Eva

Sobre Eva

Tradutora, revisora, escritora e sonhadora. Anarcafeminista em constante estado de amor e horror com o mundo. Editora no Livro dos Espelhos.

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