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Acólitos: Braços Direitos dos Magos

11/01/2013

Então você salvou o mundo repetidas vezes, viajou o mundo, conheceu a Umbra, enfrentou todo o tipo de bizarrices e tem um currículo invejável. Mas é difícil se concentrar em estudar tomos obscuros de conhecimento arcano à noite, salvar o mundo de dia e se concentrar em pequenos fatos insignificantes quanto reabastecer a geladeira da Capela, manter as estantes da biblioteca organizadas ou o gato alimentado. Ou ainda melhor: descobriu o fato mágico e lindo de que ter alguém para ajudar em seus rituais, alguém que realmente acredita, facilita seus feitos mágikos de uma forma inacreditável – além de ser legal ter alguém para estender suas ferramentas na hora certa…

Mas okay, afinal de contas, quem são essas pessoas maravilhosas que trabalham com os magos, o que esperam de suas vidas e o que ganham com sua devoção?

Os acólitos são aqueles Adormecidos que servem a um mago em específico, seja sabendo da situação da Guerra e tendo conhecimento de tudo o que se passa lá fora, ou agindo como um amigo ou empregado completamente alheio a tudo, que apenas acreditam estar servindo e seguindo as ordens de um sujeito um tanto excêntrico. O trabalho do acólito é garantir que a vida do mago seja mais fácil, seja através de trabalho braçal, seja através de conhecimentos especializados de que o mago necessita, e por último, ajudando em rituais e em sua vida Desperta de forma que apenas aqueles mais próximos possam ajudar.

Esse trabalho pode ser cansativo e muitas vezes perigoso. Passar o dia agindo como um faxineiro, arquivista, ferreiro ou hacker particular de alguém não é uma tarefa simples, e muitas vezes o acólito tem de dividir seu tempo entre servir o mago e ter de trabalhar para se sustentar, além de cuidar da própria família – se o mago não for parte dela!

As Recompensas do Trabalho Duro

Deve haver uma boa razão para o acólito fazer o que faz. Ele pode dever a vida ao mago, ou segui-lo por simples camaradagem, mas isso não é motivo o suficiente na maior parte do tempo. Todos querem ganhar algo por um trabalho duro, apesar das recompensas não serem sempre as mesmas.

Um mago pode oferecer chances de estudo para um futuro acólito, garantindo uma chance de algum conhecimento arcano, ou a expectativa de talvez Despertar sendo guiado por alguém experiente. Em outros casos, o dinheiro pode ser uma boa recompensa – especialmente para os casos em que um acólito não sabe do que seus serviços se tratam. Proteção contra um inimigo, o acesso a bens mágikos, amor, sexo, chance de ser um herói e fazer bem para a humanidade, a esperança de um lugar no céu… as recompensas por ser um acólito podem ser infinitas, tanto quanto o relacionamento de um mago com seu acólito podem ser variadas.

Outra forma de fazer alguém servir a si é o terror. Forçar um acólito através de ameaças, controle mental, chantagens, alimentar obsessões pessoais ou pura e simplesmente mentir a respeito de uma futura recompensa também são formas de conseguir cooperação, apesar de geralmente terem o péssimo hábito de virar o feitiço contra o feiticeiro.

Aprendendo o Hocus Pocus

Às vezes trabalhar uma vida toda para um mago não assegura um Despertar. Mas existem casos em que um acólito desenvolve linhas de poder mágico estático, semelhante ao de vampiros e lobisomens. Esses acólitos são chamados de feiticeiros, e podem ter poderes tão variados quanto os próprios magos. Um feiticeiro pode ser capaz de amaldiçoar alguém, levitar, comandar a própria sombra ou tocar fogo em objeto com os olhos.

Apesar das vantagens de não sofrer o Paradoxo, essas linhas de conhecimento são muito mais lentas para serem aprendidas, além de muito mais específicas.  Um feiticeiro que aprendeu a levitar objetos não vai saber automaticamente como voar, ou como ler o pensamento de outra pessoa.

O Compromisso

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Ser um acólito pode ser vantajoso, além das dificuldades. Mas não significa que manter um grupo de seguidores seja algo fácil. Tanto quanto o acólito passa a trabalhar para o mago, o mago passa a ter o compromisso de se responsabilizar pelos atos do acólito próximo de outros magos, além de cuidar de seu bem estar… por motivos puramente egoístas.

Um acólito recebe informações extremamente sigilosas, ou minimamente perigosas se caírem em mãos erradas. Ninguém quer o endereço da própria mãe nas mãos da Tecnocracia, ou que o inimigo Bonisagus fique sabendo de todas aquelas verdades inconvenientes que você varreu para baixo do tapete…

Por essas razões, um acólito deve ser convencido a ficar calado de uma forma ou outra. Seja através de ameaça ou recompensas tão boas que o acólito jamais possa se imaginar traindo seu mago, a segurança dessas informações é vital e deve ser assegurada.

Casos onde um acólito se voltou contra seu mago existem, e não são nada bonitos de serem ouvidos. Um acólito não é obrigado a servir ninguém, a menos que tenha assinado um contrato mágiko. Existem também os casos onde um acólito decide seguir outra pessoa, por um motivo ou outro…

Escolhendo seus Amigos

Mas se é tão complicado manter seguidores, como você se assegura que eles serão leais, ou lhe servirão bem? Escolher acólitos não é algo simples, e a maioria dos magos gasta um bom tempo pensando se um candidato tem tudo o que precisa. Um conjunto de habilidades úteis nem sempre compensa uma boca grande, ou vícios perigosos. Escolher um acólito que possa ser leal e mantenha a discrição é quase sempre uma boa ideia, poupando o mago de dores de cabeça e assegurando noites de sono mais tranquilo.

Ser corajoso, estudioso ou inteligente pode assegurar um lugar entre os acólitos de determinadas Tradições, mas não vale para todas. Cada mago tem sua própria visão do que faz um acólito valoroso, e mais de uma briga já surgiu em função de um candidato realmente promissor.

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Consortes, Custos e outros termos

Existem termos específicos para alguns acólitos, embora alguns não sirvam somente a eles. Um custos é um acólito que não serve a um mago em especial, mas a uma Capela. Por opção própria, ou por não ter sido escolhido como seguidor por alguém específico, essa pessoa faz trabalhos mais gerais, embora também signifique às vezes oportunidades menores.

O acólito como conhecemos é o seguidor de um mago, um Adormecido que presta serviço de uma forma ou outra.

Consortes são um caso mais específico, não necessariamente sendo um acólito. Um Consorte é um seguidor de um mago que tem poder o suficiente para usufruir do mesmo renome de um mago, tendo status igual ao de seu chefe. Um lobisomem ou vampiro (ou mesmo um changeling, ou um fantasma!) pode ser um Consorte, tanto quanto um acólito.

Jogando com Acólitos

Acólitos são adições interessantes a qualquer jogo. Amigos e aliados de um mago adicionam cor às tramas, além de oportunizar ganchos interessantes. Os trabalhos e serviços de um acólito poupam o tempo de missões triviais, e podem oportunizar rituais funcionando muito melhor que o esperado.

Ainda assim, uma boa ideia para uma crônica diferente pode ser jogar como um acólito, experimentando a vida de alguém que saiu da mais baixa escala da sociedade mágika. Trabalhar como um detetive informante de um eterino, uma bibliotecária particular de uma cabala Shaea ou o amigo empolgado e que sente um amor incondicional por seu chefe Cultista pode render boas histórias.

Enquanto perdem em poder, esses personagens possibilitam jogos voltados para a política, conquista de conhecimento e uma visão particular das relações entre os magos e as pessoas. Um acólito é muito mais próximo da sociedade humana, e apesar disso, pode se sentir um alien: não tendo a mesma visão de mundo de seu chefe Desperto, e não conseguindo fechar aos olhos à realidade secreta do mundo, um acólito pode acabar enlouquecendo.

Ninguém disse que o poder vem de graça…

Artigos

Fonte: Ascension’s Right Hand
Autora: Emi

Sobre Colaboração

Artigos publicados por leitores ou ex-autores do blog, que gentilmente colaboraram conosco ao longo dos anos. Artigos de opinião não necessariamente expressam a opinião das autoras do blog; traduções e resenhas têm suas informações checadas.

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